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Usando índices de referência para entender e medir ativos digitais

Medindo empréstimos alavancados em dólares para o mercado brasileiro

Apresentando o S&P/B3 VIX Futures Index: uma nova referência para a volatilidade do mercado brasileiro de valores

O próximo capítulo do provedor de índices: unir as finanças tradicionais com as descentralizadas

Utilizando o poder de múltiplos fatores: dentro do S&P 500 Quality, Value & Momentum Multi-Factor Index

Usando índices de referência para entender e medir ativos digitais

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 9 de setembro de 2026.

À medida que os ativos digitais se tornam mais institucionais, a necessidade de uma forma clara de defini-los, medi-los e compará-los torna-se cada vez mais urgente. Sem índices de referência relevantes e credíveis, os gestores de fundos podem ter dificuldades para explicar o desempenho, e os alocadores seu risco, ao comparar estratégias com um ponto de referência incorreto. 

Isto não é apenas um desafio teórico. Já está moldando como as estratégias podem ser avaliadas e como o capital é alocado entre os ativos digitais. Índices de referência segmentados que fornecem definição clara e comparabilidade podem servir como ferramentas eficazes para entender e medir o ecossistema.

Compreendendo o universo de investimento

Como o primeiro e maior ativo digital, o Bitcoin tem sido usado por muitos gestores de fundos e alocadores como uma aproximação do beta do mercado. Embora possa ser útil como um ponto de comparação inicial, muitas vezes não é representativo de todo o mercado de criptomoedas. Agora existem milhares de ativos digitais, e mesmo entre o percentil superior e o universo investível, há nuances importantes a considerar. 

O Bitcoin, como uma criptomoeda, é amplamente considerado um ativo de reserva de valor. Portanto, seu desempenho está amplamente vinculado à oferta e à demanda. O perfil de desempenho do Bitcoin difere de outros ativos digitais, como camadas de ecossistema tais como Ethereum e Solana.

Isso destaca uma oportunidade para índices de referência segmentados que fornecem um ponto de referência adequado e comparável para a estratégia de ativo digital que está sendo analisada.

O dilema do gestor de fundos

Nas classes de ativos tradicionais, a relação entre uma estratégia e seu índice de referência é geralmente bem compreendida. Nos ativos digitais, essa relação ainda está se desenvolvendo. Os gestores de fundos frequentemente têm dificuldade em encontrar índices de referência que correspondam ao que eles investem. Uma estratégia focada em ativos menores, emergentes, específicos de um setor ou um conjunto diversificado de ativos é muito diferente de uma centrada em ativos de alta capitalização, como Bitcoin ou Ethereum. Isso pode apresentar desafios para os gestores de fundos que estão avaliando e promovendo suas estratégias.

Por exemplo, usar um índice de referência de Bitcoin para medir o desempenho de uma estratégia gerida ativamente contendo múltiplas criptomoedas de médio porte e ativos digitais pode levar a conclusões imprecisas. Se o Bitcoin se sair bem em um ciclo de mercado específico, mas a estratégia subjacente contiver ativos que não tiveram bom desempenho, pode parecer que o fundo não está fornecendo alfa em relação ao índice de referência. No entanto, as características subjacentes de risco e os fatores que influenciam o desempenho não são semelhantes e, portanto, a comparação pode não ser adequada.

Um benchmark de ativos múltiplos pode resolver esse dilema. No cenário anterior, um índice de referência que contenha uma mistura de ativos digitais de capitalização média pode estabelecer uma definição clara do que está sendo medido e servir como um ponto de referência imparcial e comparável. Os gestores de fundos podem usar isso para avaliar adequadamente o desempenho de sua estratégia ao longo dos ciclos de mercado e promover o fundo de acordo com isso.

Alocadores querem mais clareza

Os alocadores enfrentam um desafio semelhante ao dos gestores de fundos ao usar o Bitcoin como um índice de referência independente. Quando comparam gestores ativos a isso, os investidores procuram saber se o desempenho superior se deve à seleção de títulos, à alocação de ativos ou ao timing de mercado. Se eles confundirem exposição ampla ao mercado com habilidade do gestor e permanecerem investidos, isso pode ser uma oportunidade perdida para os investidores encontrarem verdadeiras oportunidades que geram alfa. Nesses casos, os alocadores poderiam aproveitar uma variedade de índices para atender às suas necessidades de exposição.

Isso tem implicações reais para alocadores institucionais que estão aplicando bases de ativos consideráveis e gerenciando orçamentos de taxas apertados.

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Medindo empréstimos alavancados em dólares para o mercado brasileiro

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Adrian Roseth

Analyst, Fixed Income Product Management

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 1 de setembro de 2026.

Introdução: o desafio

Os investidores institucionais brasileiros estão cada vez mais indo além dos mercados domésticos em busca de renda. Com rendimentos locais sujeitos a ciclos de política monetária e um universo de crédito doméstico concentrado, a renda fixa global pode oferecer diversificação. Instrumentos com diferentes fatores de risco, como empréstimos sênior garantidos e denominados em dólares americanos (USD), poderiam complementar uma visão de renda fixa baseada em reais brasileiros (BRL).

No entanto, investir no exterior introduz um desafio estrutural: risco cambial. Para os participantes do mercado brasileiro, os movimentos entre o dólar e o real podem ter tanta influência no desempenho quanto o próprio ativo subjacente. A questão é como refletir as características de rendimento dos empréstimos alavancados em USD enquanto se gerencia o risco dessa moeda.

Por que empréstimos alavancados dos EUA?

Os empréstimos alavancados dos EUA oferecem cupons de taxa flutuante que são reajustados com as taxas de curto prazo dos EUA, proporcionando renda e uma margem contra o risco de duração de uma forma que os títulos de taxa fixa não oferecem.

Os empréstimos alavancados são instrumentos sênior garantidos, posicionados no topo da estrutura de capital do tomador e respaldados por garantias. Isso confere aos credores prioridade em caso de reestruturação ou inadimplência, uma forma estruturalmente defensiva de acessar os spreads de crédito.

O mercado de empréstimos alavancados dos EUA é grande, líquido e bem estabelecido, e não é replicado no universo de crédito doméstico do Brasil. Comparado com o mercado brasileiro de renda fixa, esta classe de ativos oferece características de diversificação por meio de diferentes tomadores, dinâmicas de taxa distintas e uma fonte de rendimento denominada em USD. O S&P USD Select Leveraged Loan BRL Hedge Carry Index mede o desempenho do mercado de empréstimos alavancados dos EUA por meio de uma estrutura protegida por moeda, combinando a ponderação dos empréstimos com uma proteção embutida em BRL e carry em dinheiro em BRL.

Por que a moeda é importante para os investidores brasileiros

Para uma estratégia brasileira focada em empréstimos alavancados denominados em USD, três forças impulsionam o desempenho: desempenho de crédito, receita de cupom e a taxa de câmbio USD-BRL. Mesmo quando os empréstimos subjacentes apresentam bom desempenho, as variações na moeda podem alterar o resultado quando o desempenho é convertido de volta para BRL, tornando a proteção sistemática uma forma mais direcionada de refletir o desempenho da classe de ativos.

Compreendendo a construção do índice

O índice S&P USD Select Leveraged Loan BRL Hedge Carry é construído a partir de três componentes. Primeiro, um peso de 70% para o S&P USD Select Leveraged Loan Index (BRL) como o índice de referência subjacente para o mercado de empréstimos alavancados dos EUA. Em segundo lugar, um peso de 30% na Taxa Interbancária CETIP (DIAR) fornece uma medida do carry em BRL e serve como suporte de garantias para a posição em contratos futuros. Terceiro, uma posição vendida de -70% no S&P/B3 BRL-USD Mini Futures Index (BRL) ER forma a proteção cambial sistemática.

A proteção é destinada a compensar o risco cambial USD-BRL integrado na ponderação do empréstimo. Em vez de deixar o desempenho sujeito às variações do dólar americano, a posição curta em contratos futuros busca reduzir esse risco não intencional, sendo que o desempenho em termos de real brasileiro reflete o desempenho de crédito e o rendimento dos empréstimos subjacentes.

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Apresentando o S&P/B3 VIX Futures Index: uma nova referência para a volatilidade do mercado brasileiro de valores

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Anna Mittra

Associate Director, Global Exchanges

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 23 de junho de 2026.

Os mercados de capitais do Brasil continuam a amadurecer e agora os participantes do mercado têm acesso a uma nova ferramenta para medir e acompanhar a volatilidade: o S&P/B3 VIX® Futures Index. Lançado em 25 de maio de 2026, este índice representa uma adição significativa aos índices de contratos futuros S&P/B3 e um avanço importante para o tema da volatilidade no Brasil.

O que é o S&P/B3 VIX Futures Index?

Em dezembro de 2025, a B3 lançou contratos futuros do VIX sobre o S&P/B3 Ibovespa VIX, um índice de volatilidade implícita que mede as expectativas do mercado para os próximos 30 dias da volatilidade do Ibovespa, o principal índice de referência de renda variável do Brasil. Estes contratos oferecem aos participantes do mercado uma forma direta e negociável de expressar uma opinião sobre a volatilidade das ações brasileiras e de se proteger contra quedas nesse mercado.

O S&P/B3 VIX Futures Index é construído com base nesses contratos e mede o desempenho da estratégia de manter uma posição longa constante de 30 dias em contratos futuros sobre o S&P/B3 Ibovespa VIX. O índice mantém, a qualquer momento, os dois seguintes contratos futuros do VIX com vencimento mais próximo e é rolado diariamente, passando dos contratos do primeiro para o segundo mês em quantidades fracionárias iguais, a fim de manter uma posição constante de um mês.

Vale destacar que a a metodologia é semelhante à do bem estabelecido S&P 500® VIX Short-Term Futures Index, que serve de base para alguns produtos de volatilidade investíveis nos mercados americanos.

O índice na prática

O S&P/B3 VIX Futures Index desempenha uma função importante no ecossistema de volatilidade da renda variável. Uma vez que o próprio VIX é um indicador estatístico não replicável, um índice de contratos futuros com rolagem poderia ser utilizado para apoiar ETFs de volatilidade, produtos estruturados e outros produtos financeiros. No entanto, é importante entender que, embora o S&P/B3 VIX Futures Index tenda a ser altamente correlacionado com o S&P/B3 Ibovespa VIX à vista (veja o quadro 1), é improvável que os dois índices apresentem retornos percentuais semelhantes, especialmente em períodos mais longos. Isso se deve a alguns fatores importantes.

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O próximo capítulo do provedor de índices: unir as finanças tradicionais com as descentralizadas

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Catherine Clay

CEO

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 11 de junho de 2026.

Por mais de um século, os provedores de índices desempenharam uma função específica nos mercados de capitais: definir o padrão, calcular o índice de referência e os dados, licenciar a propriedade intelectual. A infraestrutura foi construída para um mundo de aberturas e fechamentos de mercado, entrega de arquivos em lote e acesso intermediado. Essa infraestrutura continua a funcionar extraordinariamente bem.

Mas, junto com isso, está sendo construído um sistema paralelo, que opera com premissas fundamentalmente diferentes.

Os mercados na blockchain funcionam 24 horas por dia, 7 dias por semana. A liquidação é programável. O capital se move entre protocolos sem intermediários. Produtos que não têm equivalente nos mercados tradicionais (contratos futuros perpétuos sem expiração, margem cruzada entre cadeias, mercados de previsão que alcançam bilhões em volume mensal) estão sendo criados e adotados em um ritmo que a estrutura do mercado tradicional nunca foi projetada para acompanhar. Versões tokenizadas de instrumentos tradicionais (títulos do Tesouro, crédito, ações) já estão disponíveis na blockchain, totalizando aproximadamente US$ 30 bilhões e crescendo rapidamente. Estas não são novas classes de ativos. São ativos existentes entregues por meio de uma infraestrutura nova, programável e acessível globalmente.

A S&P Dow Jones Indices criou valor ao estabelecer os índices de referência nos quais os mercados confiam, por meio de metodologias transparentes, governança disciplinada e integridade dos benchmarks que as entidades utilizam para alocar capital com confiança. Esse mesmo valor agora é cada vez mais essencial nas finanças descentralizadas (ou DeFi

pela abreviação em inglês), onde o crescimento do mercado depende de dados confiáveis, padrões claros e infraestrutura transparente.

Quando os ETFs de criptomoedas à vista foram lançados nos EUA, os índices de referência por trás deles vieram de provedores nativos de criptomoedas, não de empresas tradicionais de índices. Esses provedores construíram capacidade de cálculo em tempo real, garantiram posição regulatória segura e consolidaram relacionamentos com emissores de ETFs enquanto a maioria de nós ainda estava avaliando o mercado. Esse é um fato competitivo que vale a pena reconhecer, não justificar.

No entanto, a próxima onda de produtos financeiros on-chain precisará de padrões de índices para classes de ativos que ainda não os possuem: índices de referência com protocolos de DeFi, índices de ações tokenizados, produtos estruturados na blockchain. E eles precisarão que esses padrões sejam fornecidos por provedores com a governança, a metodologia e a credibilidade institucional sobre as quais essa indústria foi construída. É nesse ponto que os provedores tradicionais de índices podem contribuir de forma significativa para o avanço da indústria, se agirmos com determinação.

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Utilizando o poder de múltiplos fatores: dentro do S&P 500 Quality, Value & Momentum Multi-Factor Index

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Wenli Bill Hao

Director, Factors and Dividends Indices, Product Management and Development

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 28 de maio de 2026.

Os índices de fator único historicamente tiveram um desempenho superior no longo prazo, mas seu desempenho tende a ser cíclico, variando com as condições macroeconômicas. Isso impulsionou a demanda por índices multifatoriais, que combinam fatores como qualidade, valor e momento para aproveitar suas baixas correlações. Ao diversificar entre múltiplos fatores, esses índices buscam melhorar o desempenho ajustado pelo risco em longo prazo e proporcionar mais estabilidade.

Neste artigo, apresentamos o S&P 500® Quality, Value & Momentum Multi-Factor Index e exploramos sua construção, revisamos seu desempenho histórico, analisamos a composição setorial e avaliamos suas ponderações de fatores para fornecer uma visão abrangente de suas características.

Desempenho superior no acumulado do ano

O S&P 500 Quality, Value & Momentum Multi-Factor Index superou o S&P 500 no primeiro trimestre e no acumulado do ano de 2026 (veja o quadro 1). Apesar da maior volatilidade no primeiro trimestre, ele demonstrou resiliência, superando o S&P 500 em cerca de 9%. À medida que os mercados se recuperaram das mínimas de março, a estratégia multifatorial manteve seu desempenho superior, enquanto índices como o S&P 500 Enhanced Value Index ficaram para trás.

Utilizando o poder de múltiplos fatores: dentro do S&P 500 Quality, Value & Momentum Multi-Factor Index: Quadro 1

Revisão da metodologia

O S&P 500 Quality, Value & Momentum Multi-Factor Index utiliza uma abordagem de baixo para cima, selecionando as ações do patamar superior de 20% no S&P 500 com base em uma pontuação composta que inclui múltiplos fatores (veja o quadro 2). Esta pontuação faz uma média das pontuações individuais de qualidade, valor e momento, visando um grupo concentrado de “versáteis”, ou seja, ações que exibem força em múltiplos fatores.

Os componentes são ponderados pelo produto da sua capitalização de mercado e pontuação multifatorial, equilibrando tamanho e força fatorial. O índice é rebalanceado semestralmente em junho e dezembro para manter suas pontuações multifatoriais alvo e se adaptar às condições de mercado em mudança.

Utilizando o poder de múltiplos fatores: dentro do S&P 500 Quality, Value & Momentum Multi-Factor Index: Quadro 2

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