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Salsa, cumbia e bossa nova: os mercados mundiais dançam ao ritmo latino

O aumento no uso de modelos exige o aprimoramento da inteligência e distribuição de dados

Qualidade desde a concepção: uma análise aprofundada do S&P SmallCap 600

Crescimento dos dividendos e participação em ações: revelações do S&P U.S. Dividend Growers Index

Procurando a qualidade dentro da qualidade

Salsa, cumbia e bossa nova: os mercados mundiais dançam ao ritmo latino

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Diego Zurita

Analyst, Global Equities & Thematics

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 13 de agosto de 2025.

Este ano, a América Latina tem sido a música mais alta na discoteca do mercado de ações. Como mostra o quadro 1, o S&P Latin America BMI (alta de 24,7% no acumulado do ano) ganhou de outras regiões na maior parte do ano.

Salsa, cumbia e bossa nova: os mercados mundiais dançam ao ritmo latino: Quadro 1

É importante destacar que o S&P Latin America BMI está se recuperando de ter sido a região com o pior desempenho no ano passado, quando fechou com uma queda de 24,4%. Como demonstra o quadro 2, desde 2019, a região teve períodos de desempenho superior e desempenho inferior.

Salsa, cumbia e bossa nova: os mercados mundiais dançam ao ritmo latino: Quadro 2

Até o fechamento de julho, todos os países que compõem o S&P Latin America BMI tiveram uma alta superior a 20% no acumulado do ano, e a Colômbia liderou estes resultados com 46,5% (veja o quadro 3). O Brasil e o México, que têm os maiores pesos no S&P Latin America BMI, contribuíram com 13,2% e 7,7% para o retorno geral do índice, respectivamente.

Salsa, cumbia e bossa nova: os mercados mundiais dançam ao ritmo latino: Quadro 3

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O aumento no uso de modelos exige o aprimoramento da inteligência e distribuição de dados

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Brandon Hass, CIMA

Global Head of Client Solutions Group, Direct Indexing and Model Portfolios

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 30 de julho de 2025.

O aumento no uso de carteiras modelo entre os gestores de patrimônio estimulou os gestores de ativos, os home offices e outros fornecedores de modelos a expandir suas ofertas. Acessar dados de qualidade sobre os índices subjacentes é essencial para o desenvolvimento dos modelos, e em alguns casos, pode ser uma barreira para a inovação de produtos.

Um recente artigo da Cerulli Associates examina os desafios que os gestores de ativos e home offices enfrentam para acessar dados de qualidade; além disso, salienta o papel que os provedores de índices que possuem recursos de dados expansíveis e fáceis de usar podem desempenhar para ajudar os provedores de modelos a diferenciar suas ofertas.

Por que os consultores estão aumentando seu uso de modelos

Muitos consultores agora veem o planejamento financeiro como seu principal diferencial, em vez da gestão de investimentos, já que seus clientes estão mais focados em alcançar metas financeiras específicas do que em ganhar de seus benchmarks. Como consequência, as carteiras modelo se destacaram como uma maneira eficiente para os consultores terceirizarem a construção de carteiras e dedicarem mais tempo a atender seus clientes e a expandir seus negócios.

Os home offices também estão incentivando seus consultores a incorporar modelos. Os modelos podem ajudar os consultores a expandir seus negócios fornecendo uma experiência para o cliente mais consistente, centralizando a tomada de decisões de investimento e reduzindo os riscos de cumprimento regulatório. A Cerulli espera que essas dinâmicas façam que a quantidade de ativos sob administração por meio de modelos cresça para US$ 2,9 trilhões no final de 2025, o que seria um aumento de 38% desde 2023.

O aumento no uso de modelos exige o aprimoramento da inteligência e distribuição de dados: Quadro 1

Analisando o desafio que os dados apresentam para os modelos

À medida que os home offices e gestores de ativos buscam expandir e diferenciar suas plataformas de modelos, muitos começaram a trabalhar com provedores de índices para obter os dados necessários para desenvolver premissas do mercado de capitais e construir modelos.

No entanto, a capacidade dos provedores de índices para distribuir os dados que os provedores de modelos precisam pode variar significativamente. Para utilizar os dados de índices de forma eficaz na construção de carteiras modelo, a pesquisa da Cerulli sugere que os provedores de modelos se concentrem em quatro fatores importantes:

  • Qualidade: abrange o desempenho confiável dos índices, análises de atribuição de retorno e atualizações de rebalanceamento oportunas.
  • Rentabilidade: equilíbrio entre as taxas de licenciamento e a utilidade dos dados.
  • Amplitude: fornecimento de dados abrangentes sobre várias classes de ativos e regiões geográficas.
  • Facilidade de uso e acesso: que possibilite o consumo e o processamento eficientes por meio de métodos de distribuição eficazes.

É particularmente importante que os gestores de modelos considerem esses dois últimos pontos na hora de avaliar as empresas para obter dados de forma eficiente. Trabalhar com provedores de índices que oferecem dados abrangentes sobre as diferentes classes de ativos (incluindo mercados mais fragmentados tais como a renda fixa, renda variável internacional e os investimentos alternativos) poderia ajudar a otimizar o desenvolvimento dos modelos, eliminar lacunas nos dados e reduzir o risco de incongruência ou sobreposição dos dados de investimento obtidos de diferentes fontes.

Os provedores de modelos também precisam de fornecedores de dados que possam entregar essas informações por meio de canais eficientes e fáceis de usar. O gerenciamento de modelos exige atualizações de dados frequentes e contínuas para facilitar respostas rápidas às mudanças no mercado, e os métodos de fornecimento antiquados e manuais podem causar atritos. A Cerulli indica que a entrada de dados otimizada e a integração tecnológica permitem que os provedores de modelos criem carteiras mais rapidamente, melhorando a eficiência operacional.

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Qualidade desde a concepção: uma análise aprofundada do S&P SmallCap 600

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Cristopher Anguiano

Senior Analyst, U.S. Equity Indices

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 30 de julho de 2025.

El S&P SmallCap 600® representa el mercado de acciones de baja capitalización de EE. UU. al seguir el desempeño de empresas que cumplen criterios específicos de liquidez y viabilidad financiera. Si bien tanto el S&P 600® como el Russell 2000 se dirigen a este segmento, su rendimiento ha divergido significativamente. Desde 1994, el S&P 600 (construido sobre una metodología basada en reglas) ha vencido consistentemente al Russell 2000, ofreciendo un rendimiento medio superior en 1.6% y con menor volatilidad, lo que se traduce en una mejora de 0.1 en el rendimiento ajustado por riesgo. Esta brecha se amplió en períodos más largos (ver figura 1).

Qualidade desde a concepção: uma análise aprofundada do S&P SmallCap 600: Quadro 1

Un factor clave de este rendimiento superior ha sido la exposición estadísticamente significativa del S&P 600 al factor de calidad, que explica aproximadamente el 74.7 % de su rendimiento superior histórico. A diferencia del Russell 2000, el S&P 600 aplica un filtro de selección por ganancias que exige una rentabilidad constante a los nuevos componentes, característica históricamente vinculada al rendimiento superior de las empresas de baja capitalización. Nuestro análisis examina si ese filtro ha respaldado la inclinación hacia calidad del índice (ver figura 2).

Qualidade desde a concepção: uma análise aprofundada do S&P SmallCap 600: Quadro 2

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Crescimento dos dividendos e participação em ações: revelações do S&P U.S. Dividend Growers Index

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Wenli Bill Hao

Director, Factors and Dividends Indices, Product Management and Development

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 21 de julho de 2025.

À medida que o rendimento do Tesouro dos EUA de 10 anos oscila acima de 4,0%, é possível que os participantes do mercado consigam encontrar rendimentos sem assumir riscos excessivos. No entanto, persiste um desafio importante: proteger-se contra a inflação e preservar o poder aquisitivo. Por exemplo: devido à inflação, US$ 1.000 de dezembro de 2005 são equivalentes a apenas US$ 606 em junho de 2025. Em contrapartida, as estratégias de dividendos poderiam ser atrativas, já que as empresas normalmente aumentam seus dividendos ao longo do tempo e oferecem potencial para a valorização do capital.

A S&P DJI lançou os índices S&P Dividend Growers em junho de 2021. O S&P U.S. Dividend Growers Index acompanha as empresas que fazem parte do universo do S&P United States BMI que aumentaram anualmente seus dividendos regulares por ação pagos em dinheiro de forma constante por 10 anos consecutivos. Para evitar armadilhas de valor, o índice exclui de seu universo o patamar superior de 25% das ações com os rendimentos mais altos. Nesse blog, examinaremos o crescimento histórico dos dividendos, bem como as estatísticas de risco e retorno do índice, destacando sua tendência de acompanhar empresas de maior qualidade.

O crescimento dos dividendos contra a inflação

No longo prazo, o S&P U.S. Dividend Growers Index aumentou seus dividendos em uma taxa que supera a inflação, de forma que preservou o poder aquisitivo. Desde 2006 até 2025, os dividendos em dólar deste índice cresceram em uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 6,46%, ultrapassando facilmente a taxa de inflação do índice de preços ao consumidor dos EUA (IPC) no mesmo período.

Crescimento dos dividendos e participação em ações: revelações do S&P U.S. Dividend Growers Index: Quadro 1

Participação em ações com qualidades defensivas

Enquanto os investidores que buscam receitas poderiam preferir os títulos de dívida por seus pagamentos de interesse previsíveis e a devolução do capital principal no vencimento, as estratégias de dividendos oferecem fluxos de caixa regulares por meio dos dividendos, juntamente com o benefício adicional da participação em ações. Nos últimos 15 anos, o S&P U.S. Treasury Bond 10+ Year Index perdeu para o IPC e teve um retorno anualizado de apenas 2,23%. Em contrapartida, o S&P U.S. Dividend Growers Index mostrou um retorno anualizado considerável de 13,38% no mesmo período.

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Procurando a qualidade dentro da qualidade

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Anu R. Ganti

Head of U.S. Index Investment Strategy

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 26 de junho de 2025.

Apesar das crescentes tensões geopolíticas, as ações dos EUA mostraram uma recuperação extraordinária no último trimestre, em que o S&P 500® subiu 9% no trimestre até o 25 de junho de 2025, impulsionado pelos sólidos ganhos das empresas tecnológicas. Entretanto, com a iminente reconstituição dos índices do Russell, o foco do mercado mudou para as empresas de menor capitalização, que enfrentaram mais dificuldades, o que se refletiu na perda de 6% do S&P SmallCap 600® no acumulado do ano, o que representa um desempenho 10% inferior ao do The 500™. As dificuldades, incluindo a incerteza tarifária, o aumento dos rendimentos do Tesouro e um dólar mais fraco, afetaram as empresas de menor capitalização, que tendem a ser mais sensíveis ao mercado doméstico.

Com a reconstituição dos índices do Russell se aproximando, pode ser um bom momento para examinar o desempenho histórico das empresas menores, que geralmente enfrentam desafios diferentes das suas contrapartes de grande capitalização. Diversos estudos, principalmente o de Fama e French, documentaram o prêmio da baixa capitalização, ou o desempenho superior de longo prazo das ações de pequeno porte. Mas nem todos os índices small cap são criados iguais. O S&P SmallCap 600 superou o desempenho do universo mais amplo de ações de baixa capitalização dos EUA, com um excesso no retorno acumulado de mais de 90% em relação ao S&P United States SmallCap Index desde dezembro de 1994 (consulte o quadro 1).

Procurando a qualidade dentro da qualidade: Quadro 1

Um dos principais catalisadores desse desempenho superior foi o viés de qualidade do S&P 600. O índice faz parte do S&P Composite 1500®, mais amplo, que exige que as empresas tenham um histórico de ganhos positivos no momento da primeira inclusão (entre outros critérios) para serem elegíveis. O critério dos ganhos ajuda a filtrar empresas persistentemente não lucrativas. A qualidade tem sido um fator particularmente relevante até agora neste ano; embora o The 500 e o S&P 600 tenham tido fortunas muito diferentes, uma característica que eles compartilham é o desempenho superior das ações de qualidade. O quadro 2 mostra que, embora seu desempenho relativo tenha diminuído, tanto o S&P 500 Quality Index quanto o S&P SmallCap 600 Quality Index ganharam dos seus respectivos benchmarks no acumulado do ano.

Procurando a qualidade dentro da qualidade: Quadro 2

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