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O país dos índices

Pontuação e filtragem dos líderes de capitalização média

Navegando pela volatilidade cambial no Brasil com crédito em dólares americanos

Perfil do consultor: o surgimento do usuário avançado de produtos com base em índices

A odisseia das pontuações ESG: da perspectiva do S&P 500

O país dos índices

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Anu R. Ganti

Head of U.S. Index Investment Strategy

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 10 de setembro de 2025.

Vincular o investimento a índices significa fornecer, de forma passiva, uma estratégia anteriormente disponível apenas por meio da gestão ativa. Até o início da década de 1970, não existiam os fundos baseados em índices; todos os ativos eram gerenciados ativamente. A transferência de ativos da gestão ativa para passiva é uma das tendências mais importantes na história financeira moderna. A nossa última Pesquisa anual de ativos mostrou que os ativos que acompanham o S&P 500® cresceram para US$ 13 trilhões até dezembro de 2024.

Um dos motivos da popularidade do investimento baseado em índices é o seu baixo custo em comparação com a gestão ativa. À medida que o investimento passivo cresceu, os investidores se beneficiaram significativamente ao economizar em taxas. Podemos estimar a economia em taxas de gestão multiplicando a diferença entre as taxas de despesas médias dos fundos mútuos de ações ativos e de índices pelo valor total dos ativos que acompanham o The 500™, o S&P MidCap 400® e o S&P SmallCap 600®.

Quando somamos os resultados, podemos observar que a economia em taxas de gestão em 2024 foi de US$ 52 bilhões (veja o quadro 1), o que representa um aumento de US$ 12 bilhões em relação à economia de US$ 40 bilhões observada em 2023. Certamente, essa estimativa de US$ 52 bilhões minimiza a economia de custos total da indústria de índices, uma vez que abrange índices apenas da S&P Dow Jones Indices (e nem todos eles).

O país dos índices: Quadro 1

Obviamente, a economia em custos gerada pela mudança da gestão ativa para passiva seria irrelevante se os participantes do mercado perdessem mais pela deficiência do desempenho do que ganham com a redução das taxas. No entanto, como bem sabem os leitores de nossos relatórios SPIVA®, esse definitivamente não é o caso: a maioria dos gestores ativos tiveram um desempenho inferior na maioria das vezes. Se analisarmos nossos mais de 24 anos de história, podemos ver que os gestores ativos de capitalização alta alcançaram um desempenho superior generalizado em apenas 3 anos. O desempenho inferior de longo prazo é ainda pior, 91% de todos os gestores de large cap dos EUA perderam para o S&P 500 ao longo dos 20 anos que terminaram em junho de 2025. A ascensão da gestão passiva é uma consequência do baixo rendimento da gestão ativa.

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Pontuação e filtragem dos líderes de capitalização média

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Maya Beyhan

Global Head of Sustainability, Index Investment Strategy

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 8 de setembro de 2025.

Em uma análise anterior, examinamos o S&P MidCap 400® Scored & Screened Index, que é um índice derivado do benchmark do mercado amplo S&P MidCap 400. O S&P MidCap 400 Scored & Screened Index apresenta características-chave, como menor concentração em comparação com o S&P 500®, bem como ponderações setoriais semelhantes às do S&P MidCap 400.

Nesta análise, voltaremos nossa atenção para um benchmark de sustentabilidade do segmento de capitalização média: o S&P MidCap 400 Scored & Screened Leaders Index e destacaremos suas principais características.

Lançado em 9 de abril de 2025, o S&P MidCap 400 Scored & Screened Leaders Index mede o desempenho de valores com pontuações ESG acima da média e exclui empresas que obtêm receitas de atividades comerciais especificas ou que não estão em conformidade com o Pacto Global das Nações Unidas.

O quadro 1 resume a relação entre o uso das pontuações ESG, a concentração e a cobertura da capitalização de mercado de vários índices pertencentes aos segmentos de capitalização alta e média, até 30 de maio de 2025. As referências a “pontuado” (scored, em inglês) a seguir e no nome do índice indicam o uso das pontuações ESG da S&P Global para selecionar os componentes do índice; por outro lado, a concentração (medida no eixo x) é baseada na ponderação total das 10 maiores ações em cada índice. O tamanho das bolhas reflete a cobertura da capitalização de mercado.

Pontuação e filtragem dos líderes de capitalização média: Quadro 1

No quadro 1 podemos observar que os índices de capitalização média apresentaram uma concentração relativamente menor em comparação com os índices baseados no S&P 500®, e esse padrão também foi identificado em nossa análise anterior. Especificamente, o S&P MidCap 400 Scored & Screened Leaders Index teve uma concentração de 12,7% em suas 10 maiores ações, a mais alta entre os índices de capitalização média; mas esse número é notavelmente inferior à concentração de 46,4% do S&P 500 Scored & Screened Leaders Index.

Além disso, o quadro revela que, à medida que a concentração aumenta, as pontuações ESG tendem a subir e a cobertura de capitalização de mercado diminui.

O S&P MidCap 400 Scored & Screened Leaders Index atingiu a maior pontuação ESG entre os índices mid cap de 38,1, em comparação com a pontuação de 34,0 do S&P MidCap 400. No entanto, também apresentou a menor cobertura da capitalização de mercado de 50%.

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Navegando pela volatilidade cambial no Brasil com crédito em dólares americanos

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Sally Wang

Associate Director, Fixed Income Product Management

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 24 de setembro de 2025.

O mercado brasileiro de renda fixa é um dos mais profundos entre os mercados emergentes, com uma dívida pública pendente de mais de 8 trilhões de reais (aproximadamente 75% do PIB) e um mercado de títulos de dívida corporativa dominado por instrumentos flutuantes atrelados ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

Os participantes do mercado doméstico estão acostumados a altos rendimentos nominais; os títulos do Tesouro local vinculados à Selic frequentemente oferecem retornos de dois dígitos, criando um forte viés para o mercado interno. No entanto, por mais atraentes que essas taxas básicas possam parecer para alguns participantes do mercado, elas não são um substituto para a exposição diversificada ao crédito. Para alocadores institucionais, os títulos corporativos denominados em dólares americanos podem proporcionar acesso a emissores mundiais, setores da indústria e prêmios de crédito que não estão totalmente representados no Brasil.

O desafio, no entanto, é que a exposição ao crédito em dólares não coberta tende a vir com uma volatilidade cambial significativa, em muitos casos, as variações do real brasileiro podem sobrepujar o desempenho do crédito subjacente. Essa tensão entre a riqueza do carry local e a diversificação dos mercados globais levanta uma questão central para os alocadores de ativos: como os participantes do mercado brasileiro podem acessar os mercados de crédito do mundo enquanto gerenciam o risco cambial excessivo?

Navegando pela volatilidade cambial no Brasil com crédito em dólares americanos: Quadro 1

Apresentando os índices iBoxx BRL Hedged USD Credit

Para enfrentar esse desafio, a S&P Dow Jones Indices (S&P DJI) lançou dois novos índices: o iBoxx USD Liquid Investment Grade BRL Hedge Carry Index (BRL) e o iBoxx USD Liquid High Yield BRL Hedge Carry Index (BRL).

Usando uma estrutura de caixa, títulos de dívida e contratos futuros, os novos índices buscam reduzir a volatilidade cambial enquanto preservam o potencial de rendimento. Para equilibrar o acesso ao crédito com a gestão de risco, o iBoxx USD Liquid Investment Grade BRL Hedge Carry Index (BRL) tem um peso de 30% no iBoxx $ Liquid Investment Grade Index (BRL) para crédito central, um peso de 70% em caixa ganhando a taxa interbancária CETIP para atuar como um amortecedor de volatilidade e fonte de margem, e aplica uma sobreposição de -30% em contratos futuros em reais por meio do S&P/B3 BRL-USD Mini Futures Index (BRL) ER a fim de fornecer uma cobertura estrutural contra o risco cambial.

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Perfil do consultor: o surgimento do usuário avançado de produtos com base em índices

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Brandon Hass, CIMA

Global Head of Client Solutions Group, Direct Indexing and Model Portfolios

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 21 de agosto de 2025.

A crescente demanda por estratégias baseadas em índices tem sido impulsionada por consultores financeiros que buscam soluções de baixo custo, à medida que realocam seu tempo da gestão de investimentos para o planejamento financeiro. Enquanto a adoção de índices está ganhando força entre os consultores, um segmento particular está marcando o ritmo para um engajamento mais profundo, avaliação detalhada e implementação sofisticada de soluções passivas: o “usuário avançado” de produtos baseados em índices.

Um recent artigo publicado pela Cerulli Associates examina como este grupo, definido como consultores financeiros que alocam pelo menos 75% dos ativos dos clientes em produtos baseados em índices, está criando um modelo para outros consultores que buscam aumentar seu uso de estratégias baseadas em índices e obter mais valor de seus relacionamentos com provedores de índices.

O que diferencia os usuários avançados

A pesquisa da Cerulli descobriu que os usuários avançados se destacam de várias maneiras. A maioria tem menos de 45 anos, trabalha em canais independentes ou híbridos de consultores de investimento registrados (RIA, pela sigla em inglês) e frequentemente constrói suas próprias carteiras modelo. Quase um terço tem um tamanho médio de cliente de 2 milhões de dólares ou mais em ativos investíveis, e esse grupo se inclina fortemente para estratégias baseadas em índices nas diferentes classes de ativos, incluindo ações large cap dos EUA, ações internacionais e renda fixa tributável dos EUA.

Os fundos cotados em bolsa (ETFs) são o veículo preferido dos usuários avançados para o uso de estratégias passivas, o que não é surpreendente, dado o baixo custo típico dos ETFs, a sua facilidade de uso e características de eficiência tributária. Na verdade, 92% dos usuários avançados relatam um alto uso do veículo ETF para acessar produtos baseados em índices, em comparação com 77% de todos os consultores entrevistados pela Cerulli.

Aprofundando-se em como os usuários avançados avaliam ETFs, a Cerulli descobriu que eles são mais propensos do que outros consultores a priorizar a metodologia do índice e a taxa de despesas ao selecionar ETFs de renda variável baseados em índice, como mostrado no quadro 1, um sinal de seu desejo por exposições a produtos de baixo custo.

Perfil do consultor: o surgimento do usuário avançado de produtos com base em índices: Quadro 1

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A odisseia das pontuações ESG: da perspectiva do S&P 500

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Oscar Letch

Summer Intern, Index Investment Strategy

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 20 de agosto de 2025.

Esse estudo examina o desempenho dos componentes do S&P 500® nos últimos dez anos através da perspectiva de suas pontuações ESG da S&P Global. Uma questão-chave para os participantes do mercado tem sido se as empresas com pontuações ESG altas e baixas tem um desempenho superior ou inferior em relação aos seus pares e aos benchmarks mais amplos do mercado. Com base em nossa análise anterior que pesquisou os fatores relacionados à pontuação ESG que impulsionaram o excesso no retorno do S&P 500 Scored & Screened Index em comparação com o The 500™ em um período de cinco anos, essa análise oferece uma perspectiva mais ampla através de uma ótica de dez anos.

Para avaliar a relação entre as pontuações ESG e o desempenho, criamos composições hipotéticas de quintis de pontuações ESG. Essas composições foram reconstituídas anualmente classificando os componentes do S&P 500 com base em suas pontuações ESG da S&P Global, e atribuindo-os a uma das cinco composições, da maior para a menor pontuação ESG. Depois, o desempenho hipotético ponderado por capitalização de mercado cumulativo dessas composições foi calculado e comparado com o desempenho do S&P 500. As descobertas resumidas no quadro 1 revelam uma tendência relevante: as empresas no quintil com a segunda maior pontuação ESG ganharam das do S&P 500 por um total de 48,0%. Por sua vez, aquelas no quintil com a menor pontuação tiveram um desempenho inferior de 27,1%.

La odisea de las puntuaciones ESG: desde la perspectiva del S&P 500: Quadro 1

Os quadros 2 e 3 apresentam uma análise setorial das contribuições para o desempenho acumulado que fizeram as empresas com a segunda maior pontuação ESG e as com a menor pontuação, revelando padrões de desempenho distintos. O quintil com a segunda maior pontuação ESG alcançou um ganho cumulativo de 89,6%, e uma parte considerável dele (47,9%) pode se atribuir ao setor de Tecnologia da Informação. Em contraste, o desempenho das empresas com as menores pontuações ESG esteve mais uniformemente distribuído entre vários setores, pelo que nenhum setor teve uma contribuição significativamente maior.

La odisea de las puntuaciones ESG: desde la perspectiva del S&P 500: Quadro 2

La odisea de las puntuaciones ESG: desde la perspectiva del S&P 500: Quadro 3

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