NESTA LISTA

Vamos falar de sobrevivência – Scorecard SPIVA da América Latina

Por que a COP é importante para todos

A volatilidade voltou no terceiro trimestre de 2021 e as ações da América Latina tiveram resultados mistos em meio à incerteza política e econômica

Índices de Renda Variável da América Latina: Análise Quantitativa Terceiro Trimestre de 2021

Apresentando os S&P QVM Top 90% Multi-factor Indices

Vamos falar de sobrevivência – Scorecard SPIVA da América Latina

Contributor Image
María Sánchez

Associate Director, Global Research & Design

Este artigo foi publicado originalmente no blog Indexology® em 16 de novembro de 2021.

Como diz o ditado, “o que não nos mata nos faz mais fortes”, mas será que essa força poderia se traduzir em uma maior chance de sobrevivência? Talvez, especialmente se todos os riscos futuros fossem iguais ou suficientemente similares àquele que foi sobrevivido (assumindo, é claro, que aprendemos com essa primeira experiência).

A sobrevivência dos fundos mútuos poderia seguir a mesma premissa. Infelizmente, cada dia é diferente; as circunstâncias econômicas, políticas e de saúde pública mudam constantemente, fazendo de cada observação de mercado um evento independente.

O Scorecard SPIVA® da América Latina compara o desempenho de fundos mútuos de gestão ativa no Brasil, Chile e México com seus benchmarks em período de um, três, cinco e dez anos.

No scorecard do primeiro semestre de 2021, observamos a sobrevivência dos fundos de dezembro de 2014 até junho de 2021 (14 relatórios semestrais) sob todas as categorias e horizontes cobertos pelo relatório. No caso do período de dez anos, os dados só estão disponíveis de dezembro de 2018 até junho de 2021 (seis relatórios semestrais).

pdf-icon PD F Baixar artigo completo

Por que a COP é importante para todos

Contributor Image
Jaspreet Duhra

Managing Director, Global Head of ESG Indices

Este artigo foi publicado originalmente no blog Indexology® no dia 4 de novembro de 2021.

1,5°C, emissões líquidas zero, COP, Glasgow, Paris, compensação de carbono, ativos irrecuperáveis…

Ou… como a Greta diria, “blá-blá-blá”.

Com tantas informações, é fácil não prestar atenção ao barulho em torno da mudança climática.

Desde as ondas de calor na Califórnia até as protestas climáticas em Londres e as enchentes no Bangladesh, a mudança climática afeta a todo o mundo.

Durante 25 anos, a ONU tem reunido a quase todas as nações do mundo em cúpulas sobre a mudança climática, conhecidas como “COPs” (Conferência das Partes). Este ano é a 26a cúpula anual, que recebe o nome de COP26. A cúpula é em Glasgow, com o Reino Unido como anfitrião e presidente.

A COP26 reunirá delegados de até 197 países para detalharem como irão conseguir os objetivos do Acordo de Paris para limitar o aquecimento global abaixo de 2°C e continuar os esforços para limitá-lo em 1,5°C. Isto requere zerar as emissões líquidas em 2050, o que significa que as emissões produzidas pela humanidade estariam em equilíbrio com a remoção dos GEE.

O compromisso com os objetivos de zerar as emissões líquidas em 2050 pode parecer fácil de aceitar, considerando que ainda faltam quase 30 anos, mas não é assim. Os objetivos de longo prazo precisam metas de curto prazo. Uma das principais solicitações na COP deste ano é que os países apresentem metas ambiciosas de redução de emissões para 2030.

A redução das emissões nos próximos 10 anos significa inevitavelmente que haverá impactos generalizados sobre todos nós mais cedo e quase nenhum aspecto das nossas vidas ficará intacto (a maneira como viajamos, vivemos, comemos).

pdf-icon PD F Baixar artigo completo

A volatilidade voltou no terceiro trimestre de 2021 e as ações da América Latina tiveram resultados mistos em meio à incerteza política e econômica

Contributor Image
Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 19 de outubro de 2021.

As ações da América Latina tiveram um terceiro trimestre difícil: o S&P Latin America BMI caiu 14,7% em dólares americanos, impulsionado por uma queda acentuada das ações brasileiras e pelo fortalecimento do dólar americano em relação às moedas locais. Este resultado fraco neutralizou os ganhos consideráveis obtidos no início de 2021, deixando o benchmark regional com uma perda de 7% no ano. Entretanto, em um horizonte de 12 meses, o S&P Latin America BMI manteve um ganho de 25,4%, superando o S&P Emerging BMI em cerca de 5%.

Embora a recente incerteza política e agitação social na região tenham contribuído para estes resultados, numa perspectiva global, os eventos no exterior também tiveram um impacto sobre as ações, sendo os mercados emergentes os mais afetados. O S&P 500® encerrou o trimestre quase sem alterações, com um aumento de 0,6%, após atingir novos recordes no final de agosto e início de setembro. A incerteza sobre as negociações da dívida da empresa china Evergrande Group também teve um efeito negativo nos mercados globais; o S&P/BMV China SX20 perdeu 15,7% e o S&P Emerging BMI diminuiu 6,2% durante o terceiro trimestre.

No entanto, no nível dos países, os resultados foram mistos. Os países que tiveram o melhor desempenho durante o terceiro trimestre foram Argentina, Colômbia e México, que tiveram retornos positivos em moeda local, como demonstrado pelo aumento do S&P MERVAL Index (24,0%), o S&P Colombia Select Index (8,7%) e o S&P/BMV IRT (2,8%), respectivamente. O caso da Argentina é particularmente notável, pois o índice S&P MERVAL tem retornos sólidos de 51,0% em moeda local e 28,7% em dólares americanos para o ano até à data, o que o torna um caso excepcional na região. No lado oposto, o S&P Brazil BMI e o S&P/BVL Peru Select 20% Capped Index tiveram os piores resultados do grupo no terceiro trimestre, recuando 13,9% e 4,9%, respectivamente. O S&P IPSA do Chile quase não teve variações no trimestre.

pdf-icon PD F Baixar artigo completo

Índices de Renda Variável da América Latina: Análise Quantitativa Terceiro Trimestre de 2021

Contributor Image
Michael Orzano

Senior Director, Global Equity Indices

Contributor Image
Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

As ações da América Latina tiveram um terceiro trimestre difícil: o S&P Latin America BMI caiu 14,7% em dólares americanos, impulsionado por uma queda acentuada das ações brasileiras e pelo fortalecimento do dólar americano em relação às moedas locais. Este resultado fraco neutralizou os ganhos consideráveis obtidos no início de 2021, deixando o benchmark regional com uma perda de 7% no ano. Entretanto, em um horizonte de 12 meses, o S&P Latin America BMI manteve um ganho de 25,4%, superando o S&P Emerging BMI em cerca de 5%. 

As ações da América Latina tiveram um terceiro trimestre difícil: o S&P Latin America BMI caiu 14,7% em dólares americanos, impulsionado por uma queda acentuada das ações brasileiras e pelo fortalecimento do dólar americano em relação às moedas locais. Este resultado fraco neutralizou os ganhos consideráveis obtidos no início de 2021, deixando o benchmark regional com uma perda de 7% no ano. Entretanto, em um horizonte de 12 meses, o S&P Latin America BMI manteve um ganho de 25,4%, superando o S&P Emerging BMI em cerca de 5%. 

Embora a recente incerteza política e agitação social na região tenham contribuído para estes resultados, numa perspectiva global, os eventos no exterior também tiveram um impacto sobre as ações, sendo os mercados emergentes os mais afetados. O S&P 500® encerrou o trimestre quase sem alterações, com um aumento de 0,6%, após atingir novos recordes no final de agosto e início de setembro. A incerteza sobre as negociações da dívida da empresa china Evergrande Group também teve um efeito negativo nos mercados globais; o S&P/BMV China SX20 perdeu 15,7% e o S&P Emerging BMI diminuiu 6,2% durante o terceiro trimestre.

No entanto, no nível de um país, os resultados foram mistos. Os países que tiveram o melhor desempenho durante o terceiro trimestre foram Argentina, Colômbia e México, que tiveram retornos positivos em moeda local, como demonstrado pelo aumento do S&P MERVAL Index (24,0%), o S&P Colombia Select Index (8,7%) e o S&P/BMV IRT (2,8%), respectivamente. O caso da Argentina é particularmente notável, pois o índice S&P MERVAL tem retornos sólidos de 51,0% em moeda local e 28,7% em dólares americanos para o ano até à data, o que o torna um caso excepcional na região. No lado oposto, o S&P Brazil BMI e o S&P/BVL Peru Select 20% Capped Index tiveram os piores resultados do grupo no terceiro trimestre, recuando 13,9% e 4,9%, respectivamente. O S&P IPSA do Chile quase não teve variações no trimestre.

Todos os setores do S&P Latin America BMI apresentaram retornos negativos no terceiro trimestre. Os setores pró-cíclicos, tais como Consumo Discricionário, Tecnologia da Informação e Materiais, foram os mais afetados, perdendo 32,6%, 28,2%, e 21,4%, respectivamente. Os setores defensivos, tais como Imóveis e Serviços de Utilidade Pública, tiveram melhor desempenho relativo, perdendo apenas 12,7% e 7,8%, respectivamente. Por último, o único ponto brilhante durante o trimestre da perspectiva setorial, foi Serviços de Comunicações, que terminou quase sem mudanças.

Em tempos de alta volatilidade, é interessante ver como os diferentes índices de fatores se comportam sob as condições atuais do mercado. Talvez sem surpresas, vimos que no Brasil e no México os índices de valor, baixa volatilidade e ponderados pelo risco tiveram melhor desempenho no terceiro trimestre, já que as empresas de menor volatilidade e orientadas para o valor tiveram um desempenho favorável em um ambiente de risco reduzido. No terceiro trimestre, o S&P/BMV IPC CompMx Enhanced Value Index subiu 2,3% em pesos mexicanos (MXN), enquanto que o S&P/B3 Enhanced Value Index teve um retorno de -1,9% em reais (BRL).

Mudando o foco para o longo prazo, vemos que a maioria dos índices de fatores superou o mercado mais amplo nos últimos dez anos, ilustrando os benefícios da utilização de uma abordagem baseada em índices não ponderada por capitalização de mercado.

À medida que o final do ano se aproxima, muitos riscos ainda estão enevoando os mercados de valores na América Latina. A propagação das variantes da COVID-19 continua, apesar do aumento das taxas de vacinação. Também estão previstas importantes eleições locais que moldarão as novas políticas de vários países da região. Fique atento ao que promete ser um final de ano emocionante na região.

pdf-icon PD F Baixar artigo completo

Apresentando os S&P QVM Top 90% Multi-factor Indices

Contributor Image
Rupert Watts

Senior Director, Strategy Indices

Este artigo foi publicado originalmente no blog Indexology® no dia 3 de agosto de 2021. 

No início do ano, a S&P DJI lançou três índices de qualidade, valor e momento, os S&P QVM Top 90% Indices, para os nossos universos large cap, mid cap e small cap. Cada um destes índices é acompanhado por um ETF (fundo negociado em bolsa).

Comparada com outros índices multifatoriais emblemáticos, esta nova série representa uma abordagem diferente à construção de índices multifatoriais, uma vez que escolhe um percentual elevado do universo e realiza a ponderação de forma proporcional à capitalização de mercado ajustada ao free float. Com base na pesquisa interna através de backtesting, esta abordagem demonstrou historicamente um desempenho superior ao seu benchmark enquanto mantém as caraterísticas principais dele.

Resumo da metodologia

Os S&P QVM Top 90% Indices procuram acompanhar as empresas no patamar superior de 90% do universo de seleção do seu índice subjacente respectivo, classificadas pela sua pontuação multifatorial, que é obtida calculando a média de três fatores individuais: qualidade, valor e momento.

Os dados gerados a partir de backtesting mostram que eliminar o decil com menor classificação melhorou o desempenho. O quadro 1 mostra o retorno ponderado por capitalização de mercado de cada decil do S&P 500®. Aqui, as ações foram classificadas em decis segundo a sua pontuação multifatorial (D1: menor classificação, D10: maior classificação) e rebalanceadas trimestralmente.

No caso do S&P 500, o decil de menor classificação registrou o menor desempenho durante o período analisado. De forma similar, para os universos mid cap e small cap, o último decil foi o que teve pior (ou quase pior) desempenho.

pdf-icon PD F Baixar artigo completo

Processando ...