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O S&P/B3 Ingenius Index: Trazendo a inovação global para o mercado brasileiro

O S&P IPSA ESG Tilted Index: Um novo benchmark para medir a sustentabilidade no Chile

Comparando índices icônicos: O S&P 500 e o DJIA

Scorecards SPIVA: Panorama geral

Uma questão de graus: Alinhando estratégias ESG com o Acordo de Paris

O S&P/B3 Ingenius Index: Trazendo a inovação global para o mercado brasileiro

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

INTRODUÇÃO
Nos últimos cinco anos, o mundo observou o aumento radical da capitalização de mercado de empresas tecnológicas como Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google (agora Alphabet), coletivamente conhecidas como as ações FAANG. As taxas de crescimento destas ações nos últimos cinco anos foi bastante notável, atingindo uma média de mudança nos preços acima de 250% e um desempenho superior em 15,5% ao S&P 500®.

Em 11 de maio de 2020, a S&P Dow Jones Indices (S&P DJI) e a B3 lançaram o S&P/B3 Ingenius Index para o mercado brasileiro. O índice procura medir o desempenho de empresas globais que criam muitos dos produtos e serviços inovadores que permeiam o mundo moderno e que estão transformando quase todos os aspectos da vida diária, incluindo a forma em que nos comunicamos, trabalhamos, nos divertimos e compramos, e quase tudo no meio.

Com o lançamento do S&P/B3 Ingenius Index, a S&P DJI proporciona um índice que procura medir o desempenho de 15 companhias inovadoras globais cotadas na B3 como recibos de depósito brasileiros (BDRs, Brazilian Depositary Receipts), o que fornece aos investidores locais acesso a títulos estrangeiros.

CONSTRUÇÃO DO ÍNDICE

Os componentes do índice pertencem a um universo amplo de empresas globais orientadas para o crescimento dentro dos setores de Serviços de Comunicações, Bens de Consumo Discricionário e Tecnologia da Informação do GICS® ou Padrão Global de Classificação Industrial.

O universo subjacente do S&P/B3 Ingenius Index é o S&P Global BMI Growth, que inclui mais de 7.500 empresas de mercados desenvolvidos e emergentes. A metodologia do S&P Global BMI emprega uma abordagem multifatorial baseada em três fatores de crescimento e quatro de valor.

Todas as ações com pontuação de crescimento de 0,6 ou superior são elegíveis. Adicionalmente, as ações devem ser cotadas nas bolsas NYSE ou NASDAQ e ter uma capitalização de mercado ajustada pelo free float (FMC) de US$ 50 bilhões na data de referência do rebalanceamento. A seleção final se baseia numa classificação que combina a pontuação de crescimento da ação multiplicada pela sua FMC. As maiores 15 ações negociadas na B3 como BDRs compõem o índice.

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O S&P IPSA ESG Tilted Index: Um novo benchmark para medir a sustentabilidade no Chile

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Cristopher Anguiano

Senior Analyst, Global Research & Design

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Reid Steadman

Managing Director, Global Head of ESG & Innovation

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María Sánchez

Associate Director, Global Research & Design

INTRODUÇÃO

Índices que integram dados ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG pela sigla em inglês) estão se convertendo em uma tendência principal da indústria à medida que os participantes do mercado procuram cada vez mais alinhar seus valores com seus investimentos. Um novo tipo de índice ESG foi desenvolvido para facilitar esta mudança no Chile: o S&P IPSA ESG Tilted Index. O índice, desenvolvido em conjunto pela S&P Dow Jones Indices (S&P DJI) e a Bolsa de Santiago (BCS), não somente destaca empresas com um desempenho forte em ESG, mas também permite alocar recursos para este tipo de companhias enquanto procura limitar riscos significativos em relação ao mercado.

A EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES ESG

Em 1999, a S&P DJI lançou o primeiro índice ESG global, o Dow Jones Sustainability™ World Index (DJSI World). Ele inclui o patamar superior (10%) das empresas de cada indústria de acordo com seu desempenho ESG, conforme determinado pela Avaliação de Sustentabilidade Corporativa (CSA) realizada pela S&P Global. Este índice inovador encorajou as empresas a incorporar vários fatores ESG em suas decisões, para além de considerações financeiras de curto prazo.

Nos anos que se seguiram, outros índices, incluindo versões regionais do DJSI World, como o DJSI Emerging Markets, foram lançados com esta mesma filosofia em mente: destacar as melhores empresas de sua classe e assim inspirar as companhias a melhorar suas abordagens ESG para serem incluídas nestes índices.

Embora estes índices tenham sido bem-sucedidos e tenham de fato inspirado as empresas a mudar de forma positiva, aspectos de suas metodologias podem apresentar desafios para muitos investidores. Algumas estratégias podem ser muito restritas para investidores que visam permanecer amplamente diversificados. Embora muitos participantes do mercado com alta convicção utilizem estes índices restritos que seguem a abordagem “melhores de sua classe”, vimos que eles precisavam de índices ESG com retornos mais alinhados com o mercado amplo, que ao mesmo tempo proporcionem uma carteira mais sustentável de empresas. 

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Comparando índices icônicos: O S&P 500 e o DJIA

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Garrett Glawe

Managing Director, Head of U.S. Equity Indices

S&P Dow Jones Indices

INTRODUÇÃO

O S&P 500 e o Dow Jones Industrial Average® (DJIA), que procuram acompanhar as empresas large cap dos EUA, são dois dos índices mais icônicos no mundo. Estes índices mudaram a forma em que os investidores medem o mercado de valoram e comparam as carteiras de investimento com índices de referência. Também servem como base para alguns dos produtos vinculados a índices e contratos de derivados mais bem-sucedidos do mundo.

No final de 2019, estimamos que havia mais de US$ 11,2 trilhões vinculados ao S&P 500, o que inclui US$ 4,6 trilhões em ativos que acompanham passivamente o índice. Comparativamente, havia US$ 32 bilhões vinculados ao DJIA, o que inclui US$ 28 bilhões em ativos de investimento passivo.

De acordo com os nossos cálculos acima, o S&P 500 foi o vencedor da batalha para atrair ativos. No entanto, o DJIA oferece várias vantagens, incluindo a sua simplicidade e uma trajetória maior (comemorou o seu 125° aniversário em 26 de maio de 2021). Como discutimos em pesquisas anteriores,2 os volumes de transação dos produtos de investimento vinculados ao DJIA são altos em relação ao número de ativos que o acompanham.

O S&P 500 e o DJIA têm perfis de risco/retorno similares e uma correlação elevada nos últimos três anos. No entanto, há diferenças importantes entre ambos os índices que os investidores deveriam levar em consideração:

  • Número de componentes
  • Tamanho das empresas que os compõem
  • Esquema de ponderação
  • Representação setorial
  • Medidas fundamentais
  • Exposições fatoriais

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Scorecards SPIVA: Panorama geral

O QUE É SPIVA?

Os scorecards SPIVA (S&P Indices versus Active) são relatórios semestrais divulgados pela S&P Dow Jones Indices que comparam o desempenho de fundos mútuos de renda fixa e renda variável contra os seus índices de referência ou benchmarks em diversos horizontes temporais. O primeiro scorecard foi publicado em 2002 e se concentrou nos EUA. Desde então, o relatório se estendeu para Austrália, Canadá, Europa, Índia, Japão, América Latina e África do Sul.

O QUE DISTINGUE ESTES SCORECARDS?

Os scorecards SPIVA são únicos porque se apoiam em conjuntos de dados que abordam temas relacionados a técnicas de medição, composição dos universos e a sobrevivência dos fundos. Embora estes temas não sejam discutidos com tanta frequência, podem ter um impacto significativo nos resultados. Em particular, estes conjuntos de dados levam em conta os seguintes fatores:

Correção do viés de sobrevivência: Muitos fundos podem ser liquidados ou fundidos durante um período. Para alguém que precisa tomar uma decisão de investimento no início do período, esses fundos fazem parte do conjunto de oportunidades. Diferentemente de outros relatórios disponíveis, os scorecards SPIVA eliminam o viés de sobrevivência ao levar em consideração o conjunto de oportunidades completo e não apenas os fundos que sobrevivem.

Comparação equivalente: Com frequência, os retornos dos fundos são comparados com o S&P 500® , independentemente das classificações de tamanho ou estilo. Para evitar essa armadilha, os scorecards SPIVA comparam a performance dos fundos com benchmarks apropriados para cada categoria de investimento.

Por exemplo, os fundos Mid Cap de valor dos EUA são comparados com o S&P MidCap 400® Value, enquanto o S&P SmallCap 600® Growth serve como benchmark para os fundos Small Cap de crescimento.

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Uma questão de graus: Alinhando estratégias ESG com o Acordo de Paris

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Jaspreet Duhra

Managing Director, Global Head of ESG Indices

Tendo observado algumas das consequências da mudança climática no mundo, mais investidores estão levando em conta os critérios ESG nas suas decisões de investimento. Conheça os índices S&P PACT™ (S&P Paris-Aligned & Climate Transition Indices), criados para fornecer aos participantes do mercado acesso a estratégias desenvolvidas para ser compatíveis com o limite de aquecimento global de 1,5°C

Conversamos com Francois Millet, Diretor Geral e Diretor de Estratégia, ESG e Inovação em Lyxor ETF, e com Jaspreet Duhra, Diretora Geral e Diretora de Índices ESG da S&P DJI para EMEA, sobre a evolução do papel dos critérios ESG na indústria de investimentos e como estes índices podem ajudar os participantes do mercado a imaginar um futuro menos complicado.

Revista Indexology: Por que você pensa que o investimento em ESG está se tornando cada vez mais importante para os investidores de todo o mundo, e você acredita que o novo compromisso com as iniciativas climáticas nos EUA contribui para o momento?

Francois: A pandemia provocou uma tomada de consciência de que os seres humanos somos extremamente dependentes dos sistemas naturais. Muitos investidores trabalham agora com a convicção generalizada de que o clima e as desigualdades exponenciais são riscos importantes, e que mitigar esses riscos e construir um mundo mais inclusivo e resistente com foco no longo prazo é uma condição prévia para a estabilidade financeira.

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