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Índices temáticos S&P Atlas: a bússola para mercados em evolução

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Índices temáticos S&P Atlas: a bússola para mercados em evolução

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Srineel Jalagani

Senior Director, Thematic Indices

S&P Dow Jones Indices

Introdução

A S&P Dow Jones Indices (S&P DJI) lançou recentemente os índices temáticos S&P Atlas, um novo conjunto de índices que destaca 10 dos temas essenciais que impulsionam a economia mundial de hoje (e de amanhã).

Os setores temáticos dos índices S&P Atlas se assemelham a agrupamentos setoriais familiares (por exemplo, Finanças é semelhante ao setor de Serviços Financeiros do GICS® e Saúde e Bem-Estar é semelhante ao setor de Assistência Médica do GICS), ao mesmo tempo em que abraçam áreas intersetoriais como Segurança, Defesa e Suporte Operacional, bem como Mobilidade. Cada um dos 10 setores temáticos S&P Atlas é representado por um índice que inclui tanto líderes de mercado estabelecidos quanto inovadores emergentes que estão impulsionando o futuro desse tema (veja o quadro 1).

Índices temáticos S&P Atlas: a bússola para mercados em evolução: Quadro 1

Redesenhando o mapa

A indexação temática cresceu significativamente nos últimos cinco anos, período em que os ativos sob administração (AUM) mundiais destes investimentos dobraram de US$ 269 bilhões para uma estimativa de US$ 562 bilhões até o final de 2024. Apesar dessa expansão, as carteiras temáticas continuam sendo subutilizadas em alocações mais amplas. Mesmo com o aumento notável na demanda por produtos temáticos no início de 2021, os maiores fundos cotados em bolsa (ETFs) temáticos apresentaram cerca de USD 9 bilhões em AUM, muito abaixo da faixa de US$ 58 bilhões dos maiores ETFs setoriais. Embora os ETFs setoriais também possam ser vistos como temáticos (representando temas amplos e mundialmente significativos) os seus ativos (AUM) são tipicamente várias vezes maiores do que os de seus equivalentes temáticos tradicionais. Essa lacuna na utilização pode ser atribuída a vários fatores, com dois desempenhando papéis particularmente influentes.

  • Temas: muitas estratégias temáticas populares em termos de AUM frequentemente se concentram em áreas emergentes e potencialmente disruptivas, como Energia Limpa, IA ou Computação em Nuvem. Esses temas voltados para o futuro oferecem um potencial de crescimento significativo, embora seu desenvolvimento em estágio inicial tenda a limitar a escala de acumulação de ativos neste momento.
  • Localização na carteira: Os produtos temáticos geralmente ocupam a parcela secundária ou satélite das carteiras, em vez do núcleo. As estratégias do núcleo ou centrais são projetadas para refletir a economia mais ampla e tecnologias estabelecidas, enquanto a manga satélite é geralmente reservada para temas emergentes ou disruptivos cuja importância em longo prazo ainda está sendo avaliada. Visto que a maior parte do capital está concentrada em investimentos centrais, as estratégias temáticas, por virtude de sua colocação na parcela satélite, tendem naturalmente a receber alocações menores em comparação com produtos de base ampla ou baseados em setores.

Os sistemas de classificação tradicionais (como o GICS) orientam em grande parte as alocações centrais ao refletir a estrutura atual da economia. Em contraste, carteiras temáticas, geralmente colocadas no segmento satélite, visam refletir tecnologias emergentes que podem definir a economia do futuro.

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