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InstitutionalTalks: Por que a Construção de Índices Multifatoriais é Importante

Perguntas frequentes: Backtesting ESG: Visão geral da Assunção de Dados Retrospectivos

O S&P/B3 Ingenius Index: Trazendo a inovação global para o mercado brasileiro

O S&P IPSA ESG Tilted Index: Um novo benchmark para medir a sustentabilidade no Chile

Comparando índices icônicos: O S&P 500 e o DJIA

InstitutionalTalks: Por que a Construção de Índices Multifatoriais é Importante

InstitutionalTalks é uma série de entrevistas em que os pensadores da indústria compartem suas ideias e perspectivas a respeito de diversos temas e tendências do mercado que têm impacto no investimento baseado em índices.

Jeb Burns é Diretor Executivo de Investimentos (CIO) do MERS do Michigan, onde administra um programa de investimentos de US$ 15 bilhões.

Julian Ramirez, CFA, é Diretor de Investimentos e Gestor de Carteiras no MERS.

S&P DJI: Falem um pouco sobre as suas funções no MERS e as pessoas a quem vocês servem.

Jeb: O Sistema de Aposentadoria para Funcionários Municipais (MERS) do Michigan é uma empresa independente de serviços profissionais de aposentadoria e sem fins lucrativos, criada para administrar os planos de aposentadoria das unidades locais de governo do Michigan. Administramos vários programas de investimento para mais de 900 municipalidades dentro do estado. Atendemos mais de 100.000 participantes, incluindo bombeiros, enfermeiras e pessoas que limpam a neve das rodovias e mantêm a segurança em nossas comunidades. Os ativos totais do MERS em 30 de junho de 2021 foram valorizados em US$ 15,19 bilhões, sendo a carteira de benefício definido (BD) o maior programa, com US$ 11,89 bilhões.

Como CIO, sou responsável pela gestão de investimentos dos ativos do plano. Isto inclui manter uma equipe e cultura de investimentos bem-sucedidas, recomendar e implementar a alocação de ativos dos nossos programas de investimento e apresentar relatórios regularmente ao conselho de administração e comitê de investimentos sobre questões de investimento.

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Perguntas frequentes: Backtesting ESG: Visão geral da Assunção de Dados Retrospectivos

1. O que significa a “Assunção de Dados Retrospectivos” a respeito dos dados ESG?

Tipicamente, quando a S&P DJI cria dados de índices mediante backtesting, utiliza informações de bancos de dados relevantes, ou dados reais ao vivo. Exemplos incluem dados no nível dos componentes, tais como preço histórico, capitalização de mercado e dados de eventos corporativos. Uma vez que o investimento em ESG ainda está na etapa inicial de desenvolvimento, é possível que alguns pontos de dados utilizados para calcular os índices ESG da S&P DJI não estejam disponíveis para o período completo desejado de histórico de backtesting. Em tais casos, a S&P DJI pode empregar um processo chamado de “Assunção de Dados Retrospectivos” dos dados ESG para o cálculo do desempenho histórico mediante backtesting.

A “Assunção de Dados Retrospectivos” é um processo que aplica o ponto de dados reais mais antigo disponível para um componente do índice a todas as instâncias históricas anteriores no universo do índice. Por exemplo, se uma metodologia exigir que todos os componentes elegíveis tenham dados de envolvimento de produto, e os dados reais de envolvimento de produto só estiverem disponíveis para uma empresa a partir de 2015, então a S&P DJI utilizará os dados de envolvimento de produto de 2015 para essa empresa para fins de calcular os dados retrospectivos para os anos entre 2010 e 2014.

2. Por que a “Assunção de Dados Retrospectivos” às vezes é necessária para dados ESG?

Empregar a técnica de Assunção de Dados Retrospectivos geralmente fornece uma descrição mais indicativa das características do índice e do perfil de risco/retorno do que seria fornecido ao limitar as provas retrospectivas aos dados reais ao vivo. A Assunção de Dados Retrospectivos também permite estender o backtesting hipotético por mais anos históricos do que seria possível utilizando somente dados reais.

Muitos provedores de dados ESG começaram com cobertura limitada e têm aumentado sua cobertura histórica ao longo dos últimos anos, de modo que a criação de provas retrospectivas que utilizam apenas dados históricos reais ao vivo muitas vezes levaria a características não representativas dos componentes dos índices. Sem a Assunção de Dados Retrospectivos, um número muito menor de empresas seriam elegíveis ou selecionadas do universo de índices no backtesting em comparação com o universo mais recente e atual de componentes elegíveis e selecionados do mesmo índice.

Portanto, a S&P DJI pode empregar uma metodologia de Assunção de Dados Retrospectivos para fornecer um período de backtesting mais longo e mais representativo.

3. Algum rebalanceamento de índices é afetado pelas práticas de Assunção de Dados
Retrospectivos?

Os dados reais ao vivo são usados no cálculo do rebalanceamento de um índice imediatamente antes do lançamento e em todos os rebalanceamentos após o lançamento do índice. A Assunção de Dados Retrospectivos somente poderá afetar o backtesting histórico anterior a esses cálculos.

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O S&P/B3 Ingenius Index: Trazendo a inovação global para o mercado brasileiro

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

INTRODUÇÃO

Nos últimos cinco anos, o mundo observou o aumento radical na capitalização de mercado de empresas tecnológicas como Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Google (agora Alphabet), coletivamente conhecidas como as ações FAANG. Os desempenhos destas ações nos últimos cinco anos foram bastante notáveis, atingindo média de valorização acima de 250% e um desempenho superior em 15,5% ao S&P 500® (confira o quadro 1).

Em 11 de maio de 2020, a S&P Dow Jones Indices (S&P DJI) e a B3 lançaram o S&P/B3 Ingenius Index para o mercado brasileiro. O índice procura medir o desempenho de empresas globais que criam muitos dos produtos e serviços inovadores que permeiam o mundo moderno e que estão transformando quase todos os aspectos da vida diária, incluindo a forma com que nos comunicamos, trabalhamos, nos divertimos e compramos.

Com o lançamento do S&P/B3 Ingenius Index, a S&P DJI proporciona um índice que procura medir o desempenho de quinze companhias inovadoras globais cotadas na B3 como recibos de depósito brasileiros (BDRs, Brazilian Depositary Receipts), o que fornece aos investidores locais acesso a ativos estrangeiros.

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O S&P IPSA ESG Tilted Index: Um novo benchmark para medir a sustentabilidade no Chile

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Cristopher Anguiano

Senior Analyst, Global Research & Design

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María Sánchez

Associate Director, Global Research & Design

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Reid Steadman

Managing Director, Global Head of ESG & Innovation

INTRODUÇÃO

Índices que integram dados ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG pela sigla em inglês) estão se convertendo em uma tendência principal da indústria à medida que os participantes do mercado procuram cada vez mais alinhar seus valores com seus investimentos. Um novo tipo de índice ESG foi desenvolvido para facilitar esta mudança no Chile: o S&P IPSA ESG Tilted Index. O índice, desenvolvido em conjunto pela S&P Dow Jones Indices (S&P DJI) e a Bolsa de Santiago (BCS), não somente destaca empresas com um desempenho forte em ESG, mas também permite alocar recursos para este tipo de companhias enquanto procura limitar riscos significativos em relação ao mercado.

A EVOLUÇÃO DOS ÍNDICES ESG

Em 1999, a S&P DJI lançou o primeiro índice ESG global, o Dow Jones Sustainability™ World Index (DJSI World). Ele inclui o patamar superior (10%) das empresas de cada indústria de acordo com seu desempenho ESG, conforme determinado pela Avaliação de Sustentabilidade Corporativa (CSA) realizada pela S&P Global. Este índice inovador encorajou as empresas a incorporar vários fatores ESG em suas decisões, para além de considerações financeiras de curto prazo.

Nos anos que se seguiram, outros índices, incluindo versões regionais do DJSI World, como o DJSI Emerging Markets, foram lançados com esta mesma filosofia em mente: destacar as melhores empresas de sua classe e assim inspirar as companhias a melhorar suas abordagens ESG para serem incluídas nestes índices.

Embora estes índices tenham sido bem-sucedidos e tenham de fato inspirado as empresas a mudar de forma positiva, aspectos de suas metodologias podem apresentar desafios para muitos investidores. Algumas estratégias podem ser muito restritas para investidores que visam permanecer amplamente diversificados. Embora muitos participantes do mercado com alta convicção utilizem estes índices restritos que seguem a abordagem “melhores de sua classe”, vimos que eles precisavam de índices ESG com retornos mais alinhados com o mercado amplo, que ao mesmo tempo proporcionem uma carteira mais sustentável de empresas. 

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Comparando índices icônicos: O S&P 500 e o DJIA

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Garrett Glawe

Managing Director, Head of U.S. Equity Indices

S&P Dow Jones Indices

INTRODUÇÃO

O S&P 500 e o Dow Jones Industrial Average® (DJIA), que procuram acompanhar as empresas large cap dos EUA, são dois dos índices mais icônicos no mundo. Estes índices mudaram a forma em que os investidores medem o mercado de valoram e comparam as carteiras de investimento com índices de referência. Também servem como base para alguns dos produtos vinculados a índices e contratos de derivados mais bem-sucedidos do mundo.

No final de 2019, estimamos que havia mais de US$ 11,2 trilhões vinculados ao S&P 500, o que inclui US$ 4,6 trilhões em ativos que acompanham passivamente o índice. Comparativamente, havia US$ 32 bilhões vinculados ao DJIA, o que inclui US$ 28 bilhões em ativos de investimento passivo.

De acordo com os nossos cálculos acima, o S&P 500 foi o vencedor da batalha para atrair ativos. No entanto, o DJIA oferece várias vantagens, incluindo a sua simplicidade e uma trajetória maior (comemorou o seu 125° aniversário em 26 de maio de 2021). Como discutimos em pesquisas anteriores,2 os volumes de transação dos produtos de investimento vinculados ao DJIA são altos em relação ao número de ativos que o acompanham.

O S&P 500 e o DJIA têm perfis de risco/retorno similares e uma correlação elevada nos últimos três anos. No entanto, há diferenças importantes entre ambos os índices que os investidores deveriam levar em consideração:

  • Número de componentes
  • Tamanho das empresas que os compõem
  • Esquema de ponderação
  • Representação setorial
  • Medidas fundamentais
  • Exposições fatoriais

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