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A importância de acompanhar um índice

Apesar de um início acidentado em 2022, a América Latina superou a maioria dos mercados globais no terceiro trimestre e no ano

Esmiuçando o desempenho divergente entre os gestores de fundos da América Latina

Ações de crescimento de dividendos em ambientes inflacionários

As ações da América Latina caem de volta à Terra no segundo trimestre

A importância de acompanhar um índice

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Anu R. Ganti

Senior Director, Index Investment Strategy

Este artigo foi publicado originalmente no blog Indexology® em 18 de outubro de 2022.

Um dos benefícios de acompanhar um índice é o baixo custo em relação à gestão ativa. Com o crescimento do investimento passivo, os investidores têm se beneficiado significativamente ao evitar os resultados inferiores da gestão ativa e suas taxas de administração. Podemos estimar a economia anual em taxas de administração multiplicando a diferença entre as taxas de despesas médias dos fundos mútuos de renda variável ativos e passivos pelo valor total de ativos vinculados aos índices S&P 500®, S&P 400® e S&P 600®. Quando somamos os resultados desses cálculos anuais, observamos que a economia acumulada em taxas de administração nos últimos 26 anos é de US$ 403 bilhões (confira o quadro 1).

Quadro 1: Total de ativos vinculados a índices e economia acumulada da gestão passiva

Com certeza, essa estimativa de US$ 403 bilhões minimiza a economia de custos total da indústria de índices, uma vez que abrange apenas índices da S&P Dow Jones Indices (e não todos eles). A nossa pesquisa recente Annual Survey of Indexed Assets mostra um aumento de 30% nos ativos vinculados ao S&P 500 desde 2020 para US$ 7,1 trilhões em dezembro de 2021. O quadro 2 ilustra que desde 1995, este crescimento (CAGR de 11,1%) superou o crescimento devido a ganhos de mercado (CAGR de 8,2%), isso demonstra um aumento substancial nos fluxos.

Quadro 2: Ativos vinculados ao S&P 500 contra os retornos do preço

Para ilustrar o tamanho do mercado passivo, o quadro 3 divide os ativos que acompanham o S&P 500 historicamente pela capitalização de mercado ajustada ao free float do S&P 500. Esse percentual se estabilizou aproximadamente em 17% desde 2018, isso demonstra que a possibilidade de crescimento passivo no futuro é promissória.

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Apesar de um início acidentado em 2022, a América Latina superou a maioria dos mercados globais no terceiro trimestre e no ano

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

Este artigo foi publicado originalmente no blog Indexology® em 18 de outubro de 2022.

Certamente este ano está sendo muito interessante para as ações da América Latina. Apesar da turbulência dos últimos três trimestres, a região tem sido resiliente. Como demonstra o quadro 1, o S&P 500® e o S&P Emerging BMI declinaram em cada trimestre de 2022 e perderam mais de 20% no ano até 30 de setembro de 2022. Enquanto isso, o S&P Latin America BMI ganhou 3,6% no terceiro trimestre, situando-se em território positivo até à data.

Embora os retornos tenham sido desiguais entre países e trimestres, é claro que o desempenho estelar do Chile e do Brasil contribuiu para os ganhos gerais da América Latina. Além disso, entre os índices globais de países, o Chile e o Brasil estão entre os cinco países com melhor desempenho no terceiro trimestre e no ano.

A história na região não mudou muito desde o último trimestre, uma vez que a inflação, o aumento das taxas de juros, o conflito Rússia-Ucrânia e a incerteza política local continuam a ameaçar a região. Apesar destes obstáculos, os mercados em geral se saíram relativamente bem no terceiro trimestre. Com exceção da Colômbia e do México, todos os outros mercados acionários apresentaram ganhos durante o trimestre, sendo o S&P MERVAL da Argentina o que registrou o maior aumento com 57% em pesos argentinos (ARS). O S&P IPSA do Chile encerrou o trimestre com uma alta de 3% em pesos chilenos (CLP) e foi o único índice a ter retornos positivos em cada trimestre de 2022. Os fortes retornos do S&P Brazil BMI de quase 12% compensaram a perda de 6% do S&P/BMV IRT do México.

Quadro 1: Retornos de benchmarks latino-americanos versus globais – Os altos e baixos dos últimos nove meses

Em termos de setores, a maioria terminou de forma positiva, com ganhos de 27,5%, 18,6% e 16,6%, respectivamente, para Tecnologia da Informação, Bens de Consumo Discricionário e Energia. O setor de Serviços Financeiros, que subiu 8,3%, e o de Energia, que subiu 16,6%, foram os maiores contribuintes para os retornos totais da região. Materiais (-6,0%), o segundo maior setor da região depois do financeiro, teve o maior impacto negativo nos retornos da região durante o trimestre.

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Esmiuçando o desempenho divergente entre os gestores de fundos da América Latina

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Anu R. Ganti

Senior Director, Index Investment Strategy

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 5 de outubro de 2022.

Lições do Scorecard SPIVA da América Latina - Primeiro semestre de 2022

Os Scorecards SPIVA® (S&P Indices Versus Active) publicados a cada semestre medem o desempenho de fundos de gestão ativa em comparação com seus benchmarks em vários mercados ao redor do mundo. De acordo com o último Scorecard SPIVA da América Latina - Primeiro semestre 2022, o desempenho acumulado do ano entre gestores de fundos ativos em países latino-americanos variou significativamente.

Os gestores de renda variável do Chile tiveram o pior desempenho na região, pois apenas 6% dos fundos de gestão ativa superaram o S&P Chile BMI. Os gestores de renda variável do Brasil se saíram um pouco melhor, visto que 43% dos fundos tiveram um desempenho superior ao benchmark. Em contraste, o México foi um ponto destacado excepcional, já que 63% dos fundos ganharam do benchmark local. Uma explicação para a grande variação nas taxas de desempenho superior é o ambiente geral para a seleção de ações. Apenas 16% das ações no S&P Chile BMI superaram o próprio S&P Chile BMI ponderado por capitalização; enquanto uma proporção maior, 39% dos componentes do S&P Brazil BMI ganharam do seu benchmark e um total de 66% dos componentes do S&P/BMV IRT do México teve um desempenho superior. O quadro 1 compara esses números com a porcentagem de fundos de renda variável de gestão ativa com desempenho superior, o que ilustra uma correspondência que sugere, especialmente no Chile, que o desempenho superior das empresas de maior porte tornou mais difícil superar o benchmark para os selecionadores de ações.

Além de resultados de desempenho mistos, os países latino-americanos também diferiram nas suas taxas de sobrevivência, como mostra o quadro 2. Após dez anos, aproximadamente 70% dos fundos de renda variável do Brasil, os fundos de títulos corporativos do Brasil e os fundos de renda variável do Chile deixaram de existir, e os títulos corporativos do Brasil apresentaram uma acentuada tendência de queda após o quinto ano. Em contraste, os fundos de renda variável do México tiveram um desempenho muito melhor, pois 78% dos fundos conseguiram sobreviver após dez anos; isso reflete a sua taxa de desempenho inferior em longo prazo relativamente menor em comparação com as outras categorias. 

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Ações de crescimento de dividendos em ambientes inflacionários

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George Valantasis

Associate Director, Strategy Indices

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado originalmente no blog da Indexology® em 18 de agosto de 2022.

Visto que a inflação é um grande problema na economia atual, os consumidores estão procurando cada vez mais maneiras de combater a perda de poder aquisitivo. Uma maneira de conseguir isto é ter fontes de receitas que acompanhem ou até superem a taxa de inflação. Nas últimas quatro décadas, os dividendos desempenharam um papel cada vez mais importante como fonte de receitas, passando de apenas 2,88% de todas as receitas em dezembro de 1981 para 6,25% de todas as receitas em março de 2022.

Nos períodos inflacionários, a história tem demonstrado a importância de se concentrar em empresas que aumentam consistentemente os dividendos. A capacidade de uma empresa para aumentar consistentemente os dividendos pode sinalizar que é uma empresa de qualidade, capaz de gerar continuamente fluxos de caixa crescentes, bem como altos retornos sobre o capital.

Metodologia do crescimento de dividendos

Neste artigo, vamos nos concentrar no S&P U.S. Dividend Growers Index e o S&P Global ex-U.S. Dividend Growers Index, que oferecem exposição a empresas que aumentaram consecutivamente os dividendos por dez e sete anos, respectivamente. Além do filtro de política de dividendos, fica excluído o patamar superior de 25% das ações, classificadas conforme rendimento de dividendos anual indicado. Isso diminui o risco de participar em “armadilhas de rendimento”, ou seja, empresas que apresentam rendimentos de dividendos elevado só por causa de grandes quedas nos preços das suas ações.

A taxa de crescimento de dividendos ultrapassa a taxa de inflação em longo prazo

O quadro 1 mostra a média da taxa de crescimento de dividendos anual para os componentes atuais do S&P U.S. Dividend Growers Index. A média da taxa de crescimento de dividendos anual nos últimos quinze anos foi de 13,71%, ou seja, superou a média da taxa anual do IPC dos EUA de 2,21% no mesmo período.

Quadro 1: Média anual do crescimento de dividendos dos componentes do S&P U.S. Dividend Growers Index nos últimos quinze anos

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As ações da América Latina caem de volta à Terra no segundo trimestre

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 14 de julho de 2022.

Após um primeiro trimestre brilhante em que o S&P Latin America BMI subiu 25%, o mercado acionário regional caiu de volta à Terra e as perdas do segundo trimestre mais do que contrabalançaram os ganhos do primeiro trimestre. Entretanto, a região permaneceu um ponto relativamente luminoso em comparação com as ações globais de forma mais ampla, já que o S&P Latin America BMI caiu apenas 3,5% no ano em relação às perdas de cerca de 20% para o S&P 500 e S&P Global BMI.

As preocupações globais com a inflação, o aumento das taxas de juros nos EUA, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a incerteza política com os novos governos no Chile, Peru e, mais recentemente, na Colômbia, finalmente alcançaram a região. Além disso, o Brasil, o maior mercado da América Latina, realizará eleições presidenciais este ano, o que traz mais incertezas.

Do ponto de vista dos países, o Chile teve os melhores retornos no segundo trimestre, período em que o emblemático S&P IPSA ganhou quase 0,30% em moeda local (CLP). O índice mais amplo do Chile, o S&P/CLX IGPA, teve melhor desempenho com um retorno de 3,1% no mesmo período. Todos os outros mercados, em moeda local, apresentaram retornos negativos no segundo trimestre (ver quadro 1).

Nenhum setor saiu ileso no segundo trimestre. É interessante notar que, embora Assistência Médica (-42,1%), Bens de Consumo Discricionário (-40,0%) e Tecnologia da Informação (-39,1%) tenham sido os de pior desempenho, eles não foram necessariamente os principais responsáveis pelas perdas trimestrais. O quadro 2 mostra que é mais provável que setores com grande representação na região, tais como Serviços Financeiros, Materiais e mesmo Bens de Consumo Discricionário, que caíram 25,3%, 21,0% e 13,8%, respectivamente, tenham gerado o impacto mais significativo na queda do mercado de valores.

Do mesmo modo, a maior parte das perdas foi impulsionada por empresas brasileiras e mexicanas, que em conjunto representam cerca de 88% do S&P Latin America BMI. O quadro 3 mostra como os dez componentes principais do índice representaram quase um terço do declínio do índice no segundo trimestre. As empresas brasileiras Vale S.A., B3 S.A. e Itaú Unibanco tiveram o impacto mais significativo no índice.

Embora talvez não seja surpreendente que os mercados tenham tomado um rumo negativo dada a turbulência política local, o aumento da inflação, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e os efeitos persistentes da COVID-19, ainda é decepcionante ver os mercados caírem tão fortemente. Embora não saibamos onde pode estar o fundo do poço, é provável que a volatilidade continue. Esperemos que o próximo passo seja uma recuperação.

Para mais detalhes sobre o desempenho dos benchmarks latino-americanos no primeiro segundo de 2022, confira: Índices de Renda Variável da América Latina: Análise Quantitativa Segundo Trimestre de 2022.