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Ações de crescimento de dividendos em ambientes inflacionários

As ações da América Latina caem de volta à Terra no segundo trimestre

Primeiro rebalanceamento: o índice S&P/BVL Peru General ESG

A transparência, a independência e a integridade como alicerces do investimento baseado em índices

Não há uma resposta fácil: a reação dos setores e fatores ao aumento das taxas de juros nos EUA

Ações de crescimento de dividendos em ambientes inflacionários

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George Valantasis

Associate Director, Strategy Indices

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado originalmente no blog da Indexology® em 18 de agosto de 2022.

Visto que a inflação é um grande problema na economia atual, os consumidores estão procurando cada vez mais maneiras de combater a perda de poder aquisitivo. Uma maneira de conseguir isto é ter fontes de receitas que acompanhem ou até superem a taxa de inflação. Nas últimas quatro décadas, os dividendos desempenharam um papel cada vez mais importante como fonte de receitas, passando de apenas 2,88% de todas as receitas em dezembro de 1981 para 6,25% de todas as receitas em março de 2022.

Nos períodos inflacionários, a história tem demonstrado a importância de se concentrar em empresas que aumentam consistentemente os dividendos. A capacidade de uma empresa para aumentar consistentemente os dividendos pode sinalizar que é uma empresa de qualidade, capaz de gerar continuamente fluxos de caixa crescentes, bem como altos retornos sobre o capital.

Metodologia do crescimento de dividendos

Neste artigo, vamos nos concentrar no S&P U.S. Dividend Growers Index e o S&P Global ex-U.S. Dividend Growers Index, que oferecem exposição a empresas que aumentaram consecutivamente os dividendos por dez e sete anos, respectivamente. Além do filtro de política de dividendos, fica excluído o patamar superior de 25% das ações, classificadas conforme rendimento de dividendos anual indicado. Isso diminui o risco de participar em “armadilhas de rendimento”, ou seja, empresas que apresentam rendimentos de dividendos elevado só por causa de grandes quedas nos preços das suas ações.

A taxa de crescimento de dividendos ultrapassa a taxa de inflação em longo prazo

O quadro 1 mostra a média da taxa de crescimento de dividendos anual para os componentes atuais do S&P U.S. Dividend Growers Index. A média da taxa de crescimento de dividendos anual nos últimos quinze anos foi de 13,71%, ou seja, superou a média da taxa anual do IPC dos EUA de 2,21% no mesmo período.

Quadro 1: Média anual do crescimento de dividendos dos componentes do S&P U.S. Dividend Growers Index nos últimos quinze anos

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As ações da América Latina caem de volta à Terra no segundo trimestre

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 14 de julho de 2022.

Após um primeiro trimestre brilhante em que o S&P Latin America BMI subiu 25%, o mercado acionário regional caiu de volta à Terra e as perdas do segundo trimestre mais do que contrabalançaram os ganhos do primeiro trimestre. Entretanto, a região permaneceu um ponto relativamente luminoso em comparação com as ações globais de forma mais ampla, já que o S&P Latin America BMI caiu apenas 3,5% no ano em relação às perdas de cerca de 20% para o S&P 500 e S&P Global BMI.

As preocupações globais com a inflação, o aumento das taxas de juros nos EUA, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e a incerteza política com os novos governos no Chile, Peru e, mais recentemente, na Colômbia, finalmente alcançaram a região. Além disso, o Brasil, o maior mercado da América Latina, realizará eleições presidenciais este ano, o que traz mais incertezas.

Do ponto de vista dos países, o Chile teve os melhores retornos no segundo trimestre, período em que o emblemático S&P IPSA ganhou quase 0,30% em moeda local (CLP). O índice mais amplo do Chile, o S&P/CLX IGPA, teve melhor desempenho com um retorno de 3,1% no mesmo período. Todos os outros mercados, em moeda local, apresentaram retornos negativos no segundo trimestre (ver quadro 1).

Nenhum setor saiu ileso no segundo trimestre. É interessante notar que, embora Assistência Médica (-42,1%), Bens de Consumo Discricionário (-40,0%) e Tecnologia da Informação (-39,1%) tenham sido os de pior desempenho, eles não foram necessariamente os principais responsáveis pelas perdas trimestrais. O quadro 2 mostra que é mais provável que setores com grande representação na região, tais como Serviços Financeiros, Materiais e mesmo Bens de Consumo Discricionário, que caíram 25,3%, 21,0% e 13,8%, respectivamente, tenham gerado o impacto mais significativo na queda do mercado de valores.

Do mesmo modo, a maior parte das perdas foi impulsionada por empresas brasileiras e mexicanas, que em conjunto representam cerca de 88% do S&P Latin America BMI. O quadro 3 mostra como os dez componentes principais do índice representaram quase um terço do declínio do índice no segundo trimestre. As empresas brasileiras Vale S.A., B3 S.A. e Itaú Unibanco tiveram o impacto mais significativo no índice.

Embora talvez não seja surpreendente que os mercados tenham tomado um rumo negativo dada a turbulência política local, o aumento da inflação, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e os efeitos persistentes da COVID-19, ainda é decepcionante ver os mercados caírem tão fortemente. Embora não saibamos onde pode estar o fundo do poço, é provável que a volatilidade continue. Esperemos que o próximo passo seja uma recuperação.

Para mais detalhes sobre o desempenho dos benchmarks latino-americanos no primeiro segundo de 2022, confira: Índices de Renda Variável da América Latina: Análise Quantitativa Segundo Trimestre de 2022.


Primeiro rebalanceamento: o índice S&P/BVL Peru General ESG

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María Sánchez

Director, ESG Index Product Strategy, Latin America

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 24 de maio de 2022.


Pouco mais de quatro meses após o seu lançamento (em 8 de novembro de 2021), o índice S&P/BVL Peru General ESG
passou pelo seu primeiro rebalanceamento anual, vigente desde
o fechamento do mercado no último dia útil de abril de 2022.


O índice S&P/BVL Peru General ESG é o primeiro índice do seu tipo no mercado peruano e procura medir o desempenho das empresas peruanas do índice principal S&P/BVL Peru General
que atendem a altos padrões de critérios de sustentabilidade.


A Bolsa de Valores de Lima (BVL) reconhece e recompensa as empresas que cumprem os requisitos para fazer parte do índice S&P/BVL Peru General, concedendo a elas um desconto nas taxas BVL e Cavali como incentivo para melhorar as suas pontuações ESG da S&P DJI.


Se você não está familiarizado com a metodologia, a resumimos no quadro 1.


Começamos excluindo do universo (o Índice S&P/BVL Peru General) aquilo que a metodologia classifica como contrário aos valores ESG gerais; depois, selecionamos todas as empresas com uma pontuação ESG da S&P DJI igual ou superior à pontuação mediana do universo. Então, as empresas são ponderadas segundo a sua capitalização de mercado ajustada ao free float (FMC), de acordo com certos limites de concentração.

O índice é rebalanceado uma vez por ano, com vigência depois do fechamento do mercado no último dia útil de abril; adicionalmente, é reponderado após o fechamento do último dia útil de outubro. No rebalanceamento de 2022, 17 dos 29 componentes entraram no índice S&P/BVL Peru General ESG, três novos participantes foram adicionados e um foi removido.

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A transparência, a independência e a integridade como alicerces do investimento baseado em índices

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 10 de maio de 2022.

Estou profundamente honrado em assumir a presidência da Index Industry Association (IIA) este ano. Desde 2012, a IIA tem sido uma defensora incansável dos provedores independentes de índices em todo o mundo. Visto que a IIA comemora seu décimo aniversário este ano, agora mais do que nunca, o nosso papel na educação das pessoas sobre como o investimento baseado em índices tem transformado e democratizado o acesso aos mercados financeiros é crucial.

De fato, o investimento baseado em índices evoluiu rapidamente nas últimas três décadas, passando de um segmento relativamente desconhecido e obscuro do mercado financeiro global para uma parte importante dos investimentos, da poupança para aposentadoria e da construção de riqueza geracional.

Na atualidade, os provedores de índices globais oferecem coletivamente cerca de três milhões de índices que acompanham e medem os mercados mais amplos, bem como setores e segmentos de mercado mais específicos. Isto significa que, em geral, a indústria do investimento baseado em índices está preparada para a concorrência e a inovação.

A transparência tem sido um princípio fundador da IIA, e seus membros se comprometem a disponibilizar publicamente as metodologias dos índices. Graças à transparência e à independência dos índices, há mais dados e insights disponíveis hoje para nos ajudar a entender e avaliar melhor os riscos, retornos e oportunidades do mercado. Os índices ajudam os investidores a tomar decisões informadas para atender a uma ampla gama de objetivos financeiros.

Os índices em si já existem há muito tempo. Indicadores icônicos, tais como o Dow Jones Industrial Average® (DJIA), o S&P 500® e muitos outros benchmarks não só acompanham os altos e baixos diários do mercado, mas também refletem seus momentos mais cruciais. Por exemplo, os índices foram testemunhas da evolução do mundo corporativo, das transformações industriais na economia global e da ascensão de novas empresas. Os índices refletem a história e a longevidade do mercado e fornecem uma visão do seu futuro.

O valor e os benefícios que os índices e o investimento baseado em índices trouxeram aos mercados globais não podem ser subestimados. Embora os provedores independentes de índices não administrem dinheiro, negociem ou desenvolvam estratégias de investimento, os índices são licenciados e utilizados como peças de construção para produtos financeiros baseados em índices, tais como fundos negociados em bolsa (ETFs). A demanda por índices e produtos baseados em índices, como ETFs, continua a crescer, impulsionada pela sua transparência, eficiência e baixo custo.

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Não há uma resposta fácil: a reação dos setores e fatores ao aumento das taxas de juros nos EUA

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Benedek Vörös

Director, Index Investment Strategy

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 8 de março de 2022.

Embora taxas mais altas sejam vistas geralmente como negativas para os ativos de risco, historicamente, os estágios iniciais de um ciclo de aperto monetário não têm sido desastrosos para o mercado americano de valores. Mesmo que o mercado em geral possa se virar, isso pode não ser certo para os diferentes setores e fatores que compõem um benchmark amplo como o S&P 500®.

O trecho da história para o qual temos dados completos sobre os vários índices de setores do GICS® e fatores do S&P 500 tem cerca de três décadas. No entanto, o ciclo das taxas é lento, com apenas quatro “decolagens” desde 1994; então, esses dados são mais uma série de estudos de caso do que uma amostra. Contudo, os investidores de renda variável baseados em setores e fatores poderiam tirar algumas conclusões de alto nível com base na história.

Analisemos primeiro os setores, o quadro 1 mostra a média de excessos no retorno dos setores do S&P 500 nos anos em que começou um ciclo de aumentos de taxas e em outros anos.

O quadro 1 sugere que há três grupos de setores com base na sua reação histórica aos aumentos de taxas:

  1. Agnósticos dos aumentos de taxas: o desempenho de Energia, Industriais, Materiais e Bens de Consumo Discricionário foi similar nos anos de primeiras aumentos e outros anos.
  2. Os de desempenho inferior durante os aumentos de taxas: Produtos Básicos de Consumo, Assistência Médica, Serviços Financeiros e Serviços de Utilidade Pública tiveram um desempenho inferior ao S&P 500 nos anos em que o Fed começou a aumentar as taxas. Serviços de Utilidade Pública teve o pior desempenho, o que confirma a característica de “se comportar como os títulos de dívida” do setor. Serviços Financeiros, que por consenso se supõe que é beneficiado pelas taxas mais altas, também teve um desempenho inferior em média, mas uma olhada nos dados mostra um grande evento específico que revela o seu comportamento: em 1999, o S&P 500 subiu graças a Tecnologia da Informação; e o setor de Serviços Financeiros, já fora de moda, teve um desempenho inferior ao índice em 17%.
  3. Beneficiários do aumento das taxas: este conjunto inclui os setores de Imóveis (que foi estabelecido como um setor separado em 2016 e que, portanto, experimentou apenas dois ciclos de altas de taxas) e Tecnologia da Informação. Assim como Serviços Financeiros, os excessos no retorno de Tecnologia da Informação foram grandemente influenciados pela bolha da internet de 1999, ano em que este setor superou o S&P 500 em 58%. Se tirarmos 1999, a média dos excessos no retorno do setor cai para apenas 5% nos outros três anos civis em que se iniciou um ciclo de alta de taxas.

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