Resumo
O Scorecard SPIVA da América Latina mede o desempenho de fundos mútuos de gestão ativa no Brasil, Chile e México, contra os seus respectivos benchmarks em diferentes horizontes de tempo, fornecendo estatísticas de taxas de desempenho superior, taxas de sobrevivência e dispersão no desempenho dos fundos.
Destaques do primeiro semestre
Embora a maioria dos índices de referência da América Latina tenha subido no primeiro semestre de 2025, as taxas de desempenho inferior dos fundos ativos variaram grandemente por país e classe de ativos. Os fundos de renda variável do Chile e do Brasil tiveram um melhor desempenho do que a maioria, sendo que menos da metade desses fundos perdeu para os seus benchmarks. Em contraste, a maioria dos fundos de renda variável do México e dos fundos de títulos de dívida brasileiros ficou atrás de seus índices de referência. Ao longo do período de 10 anos, a maioria dos fundos teve desempenho inferior em todas as categorias (veja o quadro 1).

México
- O S&P/BMV IRT subiu 18,6% na primeira metade de 2025. Quase dois terços dos gestores ativos de renda variável do México (63,6%) apresentaram desempenho inferior no horizonte de seis meses. Em períodos mais longos, ganhar dos índices continuou a ser um desafio, pois 50,0%, 60,5%, 69,0% e 73,2% dos gestores perderam para o seu benchmark em períodos de 1, 3, 5 e 10 anos, respectivamente (ver relatório 1a).
- A mediana do retorno dos fundos ativos ficou 1,5% abaixo do índice de referência no primeiro semestre de 2025, superando-o em 0,3% no período de um ano e ficando 1,0%, 2,7% e 2,8% abaixo dele nos períodos de três, cinco e dez anos, respectivamente (ver relatórios 3 e 5). Durante o período de 10 anos, o limite para os gestores do primeiro quartil superou o índice de referência em 0,5%.
- As taxas de sobrevivência dos fundos de renda variável ativos do México permaneceram as mais altas da América Latina, em 100,0%, 100,0%, 100,0%, 97,6% e 82,9% nos períodos de seis meses e 1, 3, 5 e 10 anos, respectivamente (confira o relatório 2).
- Os fundos com ativos maiores, em média, tiveram um desempenho significativamente pior do que os fundos menores no primeiro semestre de 2025. Os retornos médios dos fundos de renda variável do México foram de 9,8% e 14,1% ao ser ponderados por ativos e com pesos iguais, respectivamente (veja os relatórios 3 e 4).
Brasil
- O mercado brasileiro de valores terminou o primeiro semestre de 2025 em território positivo com um aumento no S&P Brazil BMI de 16,3% (ver relatório 3). As empresas de grande porte, medidas pelo S&P Brazil LargeCap, subiram 13,3%, mas ainda ficaram atrás das empresas de médio e pequeno porte, medidas pelo S&P Brazil MidSmallCap, que terminaram o primeiro semestre de 2025 com uma alta de 24,0%.
- Até junho de 2025, 61,4% dos fundos ativos mid/small cap brasileiros perderam para o seu benchmark, enquanto significativamente menos fundos ativos de renda variável perderam para os seus índices em outras categorias, com taxas de desempenho inferior de 18,5% entre fundos large cap e de 36,5% entre fundos de renda variável do Brasil. Os gestores ativos de todas as categorias produziram resultados ainda piores em relação aos seus índices de referência no período mais longo de 10 anos encerrado em junho de 2025, apresentando taxas de desempenho inferior de 86,0%, 66,3% e 85,3% nas categorias de renda variável, fundos large cap e fundos mid/small cap do Brasil, respectivamente (veja o relatório 1a).
Chile
- O mercado de ações do Chile foi um dos que mais se destacaram na América Latina, pois o S&P Chile BMI subiu 23,0% no primeiro semestre de 2025 (ver relatório 3).
- Menos da metade dos gestores ativos de fundos de renda variável do Chile (45,0%) perdeu para o S&P Chile BMI nos primeiros seis meses de 2025, mas a taxa de desempenho inferior variou em períodos mais longos, atingindo 59,5%, 35,7%, 65,3% e 93,3% nos períodos de 1, 3, 5 e 10 anos, respectivamente (ver relatório 1a). O fundo mediano de renda variável do Chile superou o índice de referência em 0,2% no primeiro semestre de 2025 e ficou atrás em 1,5% no período mais longo de 10 anos (ver relatório 5).
- Ao longo do período de 6 meses, a relação entre o tamanho dos fundos e os retornos foi inversa: os fundos ativos de renda variável do Chile subiram 31,8% e 21,7% com pesos iguais e quando ponderados por ativos, respectivamente. Durante o período de 10 anos encerrado em junho de 2025, no entanto, os retornos com pesos iguais dos fundos de renda variável do Chile apresentaram uma média de 8,4%, enquanto os rendimentos ponderados dos ativos tiveram uma média de 8,3%, o que indica que o desempenho convergiu entre os fundos com diferentes níveis de ativos (ver relatórios 3 e 4).
- Durante o período de dez anos, o limite para os gestores do primeiro quartil ficou atrás do benchmark em 0,5% (ver relatórios 3 e 5).