Destaques
- No final do primeiro semestre de 2025, as 10 maiores empresas do S&P 500® representavam quase 40% do índice, o que é um nível de concentração não visto desde meados da década de 1960.
- Embora o passado não garanta o futuro, podemos obter uma perspectiva útil examinando o que aconteceu na última vez que 10 empresas tiveram uma ponderação semelhante no índice.
- A história mostra que há uma relação complexa entre a concentração e o desempenho de mercado e, além disso, ilustra como as mudanças nas ações nos primeiros lugares podem impactar os mercados e seus índices de referência.
A concentração da capitalização do mercado de renda variável americana em algumas poucas empresas de megacapitalização atingiu níveis não vistos há mais de meio século, este fenômeno se deve a um investimento sem precedentes em tecnologias altamente disruptivas e de rápido avanço. É possível encontrar paralelos para os possíveis riscos e oportunidades decorrentes dessa concentração de mercado nas tendências históricas, cuja análise oferece uma compreensão sobre a relevância contínua dos benchmarks amplos e ponderados por capitalização como o
S&P 500.
FANGs e os diferentes conceptos das últimas décadas
Há mais de 12 anos, o apresentador de “Mad Money” da CNBC, Jim Cramer, ajudou a popularizar o acrônimo “FANGs” para se referir a um grupo seleto de ações de alto crescimento e relacionadas à tecnologia que dominavam seu segmento do mercado. Outros participantes do mercado e comentaristas posteriormente observaram que existia pouca variedade nas ações líderes dentro do mercado de renda variável dos EUA. Os nomes e a composição do grupo das maiores empresas dos EUA mudaram, mas o desempenho superior generalizado que elas alcançaram praticamente não teve concorrência ao longo do tempo. Como consequência, a distribuição da capitalização do mercado americano de valores se concentrou cada vez mais. No final do primeiro semestre de 2025, as 10 maiores empresas do S&P 500 representavam quase 40% do índice. Esse é um nível de concentração não visto desde meados da década de 1960.
Os participantes do mercado estão agora considerando as implicações dessa concentração; será que representa um risco sistêmico para os mercados em geral? Uma abordagem de ponderação por capitalização de mercado ainda é apropriada para os investimentos (ou para realizar análises comparativas)? O que poderia acontecer se o entusiasmo atual impulsionado pela IA revelasse que as valorizações são otimistas demais? O passado não garante o futuro, mas podemos ampliar nossa perspectiva examinando o que aconteceu na última vez que 10 empresas tiveram uma ponderação semelhante no índice.