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Acompanhando o desempenho da renda fixa e a inovação

  • Duração 07:49

O que a duração, a curva de rendimento e as tendências do crédito nos revelam sobre o panorama da renda fixa? Anu Ganti e Ben Vörös da S&P DJI analisam o desempenho recente dos índices iBoxx da S&P DJI na Europa e destacam as últimas inovações nas ferramentas do investimento passivo em renda fixa.

[TRANSCRIÇÃO]

Anu Ganti:

Na primeira metade de 2025 vimos diferentes resultados na renda fixa de vários mercados, tanto no crédito corporativo quanto nos títulos públicos, mas como isso se desenrolou na Europa? E o que a duração, a curva de rendimento e as tendências do crédito nos revelam?

Olá, sou Anu Ganti da S&P Dow Jones Indices, e estou acompanhada pelo meu colega, Ben Vörös, para analisar os últimos resultados dos índices iBoxx da S&P DJI na Europa e para conhecer as inovações em índices, como nossos índices de vencimento fixo.

Muito obrigada por estar comigo hoje, Ben.

Ben Vörös:

É um prazer estar aqui.

Anu Ganti:

Para começar, há muitas macrotendências agora em 2025. Poderia nos explicar algumas dessas macrotendências, o cenário da renda fixa e quais foram algumas tendências-chave em 2024 e até agora no ano?

Ben Vörös:

Quando pensamos nos mercados de renda fixa no primeiro semestre de 2025, podemos distinguir três tendências principais, ou três fenômenos de interesse.

O primeiro na área dos títulos soberanos é que tivemos várias forças puxando e empurrando várias regiões ao redor do mundo, o que gerou um diferencial de desempenho importante entre os benchmarks de renda fixa soberana em nível mundial. No topo, vimos vários índices da América Latina na liderança, os títulos mexicanos alcançaram um desempenho de 9%, o que é muito alto na área da renda fixa, e os títulos brasileiros vinculados à inflação e os governamentais do Peru também atingiram um retorno alto no primeiro semestre de 2025. No final da lista, o S&P Japan Sovereign Bond Index caiu 3,6%, já que o Banco do Japão continuou a aplicar uma política de aperto monetário.

Passando ao crédito corporativo, vimos que os índices de crédito corporativo dos EUA tiveram o melhor desempenho em grau de investimento e alto rendimento. E esse desempenho superior na Europa aconteceu apesar do fato de que os spreads do crédito europeu se saíram melhor do que os dos EUA, já que na Europa a exposição à duração foi fortemente punida, enquanto nos EUA houve fatores favoráveis para assumir risco de duração. E o terceiro acontecimento interessante que vimos foi o aumento nos volumes de negociação e nos contratos abertos dos futuros vinculados à série de benchmarks iBoxx, e isso é um sinal do aumento do uso pelos participantes do mercado no ecossistema de renda fixa negociável.

Anu Ganti:

É muito interessante ver o crescimento do ecossistema de renda fixa negociável.

E você falou sobre algumas das tendências-chave, incluindo duração e crédito corporativo. Isso é importante porque há algumas fontes de resultados superiores, ou alfa, para os gestores ativos de renda fixa, que já pesquisamos muito, e também a iliquidez. Poderia nos explicar essas três fontes relevantes e por que são tão importantes?

 

Ben Vörös:

Quando pensamos nos excessos no retorno nos mercados de renda fixa, podemos classificá-los por três elementos, que são tempo, confiança e negociação.

O primeiro deles, que é tempo, refere-se a assumir um risco de prazo ou taxa de juros e é aproximado com o desempenho relativo dos títulos com prazos maiores versus os de prazos menores.

A confiança, o segundo elemento, corresponde a assumir mais risco de crédito se inclinando para abaixo no leque do crédito, de títulos soberanos para os universos de grau de investimento e alto rendimento.

O terceiro elemento, a negociação, refere-se a obter exposição a títulos ilíquidos e ela é estimada pelo desempenho relativo de benchmarks de grau de investimento e alto rendimento versus seus pares líquidos.

E se analisarmos o desempenho desses três elementos na Europa na primeira metade do ano, vemos que dois desses três elementos, a confiança e a negociação, forneceram um impulso para os retornos, mais o prazo, que é assumir risco de duração, teve um desempenho muito inferior, uma vez que toda a zona do euro, particularmente a Alemanha, iniciou um relaxamento fiscal massivo que causou maior emissão de títulos de dívida e um salto dos rendimentos da longa duração.

Anu Ganti:

Interessante. E ver essa dicotomia entre os EUA e a Europa e o resto do mundo é muito importante à medida que os investidores enfrentam esse cenário.

E por falar nesse cenário, vimos muita evolução do investimento passivo no âmbito da renda fixa. Poderia nos falar um pouco dessas inovações do investimento passivo de renda fixa, incluindo nossos índices de vencimento fixo?

Ben Vörös:

Quando pensamos em inovação na área da renda fixa, uma que vem imediatamente à mente são os índices de vencimento fixo. Os índices de vencimento fixo funcionam assim: têm uma data de vencimento fixa e representam e acompanham o desempenho de títulos dentro dessa faixa de vencimento.

Para ser mais específico, se considerarmos o iBoxx USD Corporates 2029 Index, por exemplo, esse índice acompanha o desempenho de títulos de grau de investimento que vencem no ano 2029. E esses índices funcionam da seguinte forma, usam o mesmo universo diversificado de títulos de grau de investimento subjacente que fornece o beta do mercado, mais depois eles filtram esse universo para incluir apenas os índices que vencem em um ano específico, neste caso, 2029. E o que acontece no ano final dos índices de vencimento fixo é que os títulos a vencer são substituídos por benchmarks do mercado monetário, em vez de títulos corporativos. E no final do ano de vencimento, todo o índice terá sido convertido em um índice de instrumentos do mercado monetário, e ele é compensado e vence no final do ano.

E estes índices de vencimento fixo são especialmente úteis para o planejamento financeiro quando os tempos e a extensão ou os requisitos futuros de fluxo de caixa já são conhecidos. E, em contraste com um título individual, que pode vencer, neste caso, em 2029, uma das principais vantagens desses índices fixos é que, embora eles tenham uma data de vencimento fixa no futuro, eles proporcionam uma exposição diversificada a títulos para os participantes do mercado, em vez de exposição individual.

Anu Ganti:

Essas ferramentas podem ser úteis para termos em mente ao enfrentar o resto de 2025 e as tendências de duração, crédito corporativo, iliquidez e os três elementos que mencionou.

Muito obrigada, Ben, por seu tempo para nos explicar as dinâmicas na área do investimento passivo de renda fixa nos EUA e a Europa.

Ben Vörös:

Muito obrigado.

Anu Ganti:

Para saber mais dos índices da S&P DJI e os temas discutidos hoje, visite-nos no link a seguir.

spglobal.com/spdji/fixed-income



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