Nos últimos dez anos, o valor mais elevado da taxa referencial (TR) do Banco Central do Brasil foi 14,25%, entre julho de 2015 e setembro de 2016. Na tentativa de conter a depreciação do real brasileiro e manter a inflação dentro do alvo definido, a TR caiu 775 pontos base para um nível mínimo histórico de 6,50% no final de agosto de 2018. Além disso, do 1,8 trilhão de dólares (USD) de dívida pendente, quase 60% pertencem a títulos soberanos. Devido a estes fatores, um maior fluxo de dinheiro tem sido necessário nos últimos anos
Uma maneira de obter exposição à renda fixa, além dos títulos de dívida típicos, são os derivativos. Por isso, a S&P Dow Jones Indices, em parceria com a B3, criou o S&P/BM&F Índice de Futuros de Taxa de Juros - DI 3 anos. Este índice procura medir o desempenho de uma carteira hipotética composta por um contrato futuro de DI de três anos. O contrato é na taxa interbancária com prazo de um dia, que é usada pelos bancos brasileiros para pedir e tomar prestado um dos outros. O contrato fornece una maneira de se proteger (hedge) ou especular nas taxas de juros de curto prazo no Brasil.
O índice constitui um benchmark para entidades financeiras que procuram medir o retorno sobre seus investimentos e pode funcionar como a base para um instrumento de investimentos, pois é um indicador fácil de replicar e foi criado levando em conta possíveis benefícios fiscais. O índice também é calculado em dólares americanos, o que faz com que seja acessível para investidores fora do Brasil. o desempenho das versões de excesso no retorno (ER) e retorno total (TR) do índice.