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Marés cambiantes: concentração, dispersão e o panorama do risco do S&P 500

Uma duração preocupante

Mudanças nas sensibilidades da renda variável com os setores do S&P 500

O cenário de renda variável: dificuldades e surpresas

Neutralidade setorial: um mecanismo essencial no índice S&P 500 ESG Leaders

Marés cambiantes: concentração, dispersão e o panorama do risco do S&P 500

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Tim Edwards, Ph.D.

Managing Director and Global Head of Index Investment Strategy

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 8 de janeiro de 2025.

Desde a década de 2010, a dinâmica dos riscos das ações large cap dos EUA têm mudado. Há quinze anos, o mercado estava dominado por ciclos que alternavam entre a tomada de risco e a aversão ao risco, o que era frequentemente chamado de dinâmica “risk-on/risk-off” (risco ativo/risco inativo). Uma característica importante desse período foi a maior correlação entre o desempenho das ações e os setores, especialmente nas contrações do mercado.

O quadro 1 ilustra essa tendência e o que ocorreu desde então e mostra como a média da correlação mensal entre as ações no S&P 500® mudou ao longo do tempo. A correlação foi alta em relação a seu histórico após a crise financeira global de 2008, mas se atenuou na seguinte década e, embora a pandemia da COVID-19 e o mercado em baixa de 2022 tenham trazido um retorno temporário, os números mais recentes estão perto do mínimo observado até agora neste século. Em geral, a tendência desde o início da década de 2010 tem sido de queda, embora com algumas altas no caminho.

Marés cambiantes: concentração, dispersão e o panorama do risco do S&P 500: Quadro 1

Juntamente com uma correlação menor nos retornos observados das ações, o mercado de opções também mudou para refletir as expectativas que os participantes do mercado têm a respeito de um ambiente de risco diferente. O quadro 2 compara dois índices importantes: o Cboe Volatility Index (VIX®), que acompanha a volatilidade do mercado, e o Cboe S&P 500 Dispersion Index (DSPXSM), que acompanha a dispersão esperada, ou a diferença que se prevê entre os desempenhos das ações individuais do S&P 500. Um DSPX maior indica que os traders de opções esperam mais movimentos de ações individuais, enquanto um VIX maior indica um foco nos riscos do mercado amplo. Nos últimos 10 anos, a tendência mostrou um aumento quase constante das expectativas de dispersão por ação individual, tanto em sentido absoluto quanto relativo.

Marés cambiantes: concentração, dispersão e o panorama do risco do S&P 500: Quadro 2

Assim como uma correlação maior desencadeou mudanças na maneira em que os participantes do mercado gerenciaram os riscos, uma queda na correlação e um aumento na dispersão poderiam ter implicações significativas. Com uma maior dispersão entre as ações, os gestores ativos têm mais chances de ganhar do mercado (mas também mais chances de perder para ele) por meio da seleção de ações. Talvez seja igualmente importante mencionar que, em vez de buscar ganhar do mercado se concentrando em uma parte dele, também significa que há benefícios possivelmente maiores que podem ser obtidos mediante a diversificação. Do mesmo modo que um jardim diverso com várias plantas é mais resiliente às pragas e as mudanças climáticas, uma seleção de ações diversificada tende a suportar melhor a volatilidade do mercado. Se os componentes se comportam de maneira diferente, então sua combinação é mais diversificada.

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Uma duração preocupante

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Anu R. Ganti

Head of U.S. Index Investment Strategy

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 9 de janeiro de 2025.

Já escrevemos anteriormente sobre as fontes tradicionais de excesso no retorno para os gestores ativos de renda fixa, uma das quais é assumir um maior risco segundo o prazo ou a taxa de juros. Em 2024, houve uma forte reversão do excesso no retorno do risco ligado ao prazo, uma vez que as inclinações de longa duração que teriam recompensado os gestores em 2023 os prejudicaram em 2024. Um dos motivos principais desta reversão foi o aumento drástico dos rendimentos de longo prazo, e uma das suas consequências foi o aprofundamento da curva de rendimentos do Tesouro dos EUA.

Como resultado, todas as atenções estão voltadas para o rendimento de 10 anos do Tesouro dos EUA, que oscilou no último ano, subindo acima de 4,7% até o 8 de janeiro de 2025 e atingindo níveis vistos pela última vez em abril de 2024 e perto do pico de outubro de 2023. O aumento dos rendimentos antes e depois das eleições presidenciais dos EUA foi impulsionado por uma infinidade de fatores, incluindo o crescimento econômico robusto e preocupações quanto à inflação, bem como o sinal mais restritivo do Federal Reserve dos EUA em 18 de dezembro de 2024, de recortes nas taxas de juros inferiores ao esperado em 2025.

Quanto à duração ou risco da taxa de juros, uma forma em que podemos avaliar o grau de nervosismo do mercado de títulos de dívida é por meio das expectativas de mercado em relação à volatilidade do Tesouro dos EUA de longo prazo. Em geral, os movimentos do VXTLT geralmente acompanharam o aumento dos rendimentos do Tesouro dos últimos anos, atingindo uma alta acima de 22 pontos em 31 de outubro de 2024, antes da eleição. As exceções incluíram dias turbulentos, como a anulação do carry trade global no dia 5 de agosto de 2024, quando os rendimentos caíram enquanto os investidores buscavam a segurança dos títulos do Tesouro dos EUA e o VXTLT subia para mais de 20 pontos. O índice subiu 17,51 pontos desde o início de dezembro de 2024 até o dia 8 de janeiro de 2025, impulsionado provavelmente pela inquietação do mercado em relação aos resultados das eleições e às políticas tarifárias associadas, à trajetória futura das taxas do Fed e à inflação.

Uma duração preocupante: Quadro 1

Mas, como a volatilidade do mercado de títulos de dívida se compara à do mercado de ações? O primeiro gráfico do quadro 2 mostra que os níveis do VXTLT normalmente ficaram abaixo dos níveis do Cboe Volatility Index® (VIX®), que é uma medida amplamente conhecida da volatilidade esperada do mercado acionário. No entanto, o diferencial entre os dois diminuiu desde 2020, como mostra o segundo gráfico do quadro 2, que calcula a relação entre o VIX e o VXTLT. Os catalisadores notáveis incluem a incerteza decorrente da pandemia e os aumentos da taxa de juros do Fed a partir de 2022, que elevaram a volatilidade implícita dos títulos, juntamente com a volatilidade implícita relativamente baixa das ações.

Uma duração preocupante: Quadro 2

Depois de uma montanha-russa em 2024, enquanto se aguarda a reunião do Federal Reserve em janeiro de 2025, bem como o novo regime presidencial, a trajetória futura dos rendimentos do Tesouro dos EUA pode ter consequências importantes para os gestores de ativos de renda fixa e multiativos, bem como para os proprietários de ativos que pensam em seus perfis de risco.

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Mudanças nas sensibilidades da renda variável com os setores do S&P 500

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Sherifa Issifu

Associate Director, Global Exchanges

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 23 de dezembro de 2024.

Os benchmarks como o S&P 500® e o S&P SmallCap 600® demonstraram uma resposta positiva às eleições presidenciais dos EUA e subiram 6% e 11%, respectivamente, em novembro de 2024. O spread entre os segmentos de tamanho dos EUA foi mais discreto em relação aos setores do S&P 500. O quadro 1 apresenta o retorno total acumulado de novembro de 2024 do S&P 500 versus índices de diversos tamanhos dos EUA à esquerda e, à direita, a comparação com os 11 subíndices setoriais do GICS®.

Após as eleições presidenciais dos EUA, os retornos setoriais mostraram uma diferença considerável. Embora os 11 setores tenham fechado novembro com números positivos, eles tiveram diferentes caminhos: Assistência Médica foi um dos mais fracos, com ganhos de apenas 0,3%. Em contraste, setores mais focados no mercado interno, como Finanças, Industrial e Energia, estiveram entre os de melhor desempenho, logo atrás do setor de Bens de Consumo Discricionário. A maior dispersão criou oportunidades de desempenho superior e inferior para aqueles que procuravam analisar de perto o desempenho da renda variável dos EUA.

Mudanças nas sensibilidades da renda variável com os setores do S&P 500: Quadro 1

Os setores do GICS do S&P 500 podem se desviar significativamente do desempenho e das características do S&P 500. Ao examinar quais setores obtêm a maioria das suas receitas localmente, Serviços de Utilidade Pública e Tecnologia da Informação (TI) estão em extremos opostos do leque. O quadro 2 mostra que, somadas, as empresas no S&P 500 Utilities geram quase a totalidade das suas receitas localmente (98%), enquanto TI é o único setor em que 50% das receitas são internacionais.

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O cenário de renda variável: dificuldades e surpresas

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Benedek Vörös

Director, Index Investment Strategy

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 19 de dezembro de 2024.

Os mercados de renda variável dos EUA tiveram um ótimo ano em 2024, mas os retornos em muitos mercados desenvolvidos foram insuficientes em termos relativos e, em muitos casos, também em termos absolutos.

Com apenas alguns dias restantes de negociação em 2024, o S&P Developed BMI se valorizou 22% no ano até o 13 de dezembro de 2024 e apenas 3 dos 25 componentes perderam para o benchmark. Das cinco regiões que tiveram perdas totais neste ano, a Coréia do Sul ficou no final da lista com uma queda de 18%. Dos 20 mercados restantes, 10 tiveram retornos inferiores a 10% e apenas 3 (EUA, Singapura e Israel) ganharam acima de 20%.

O cenário de renda variável: dificuldades e surpresas: Quadro 1

Entre os mercados desenvolvidos, o Japão não apenas manteve o ritmo dos EUA até o início de agosto, mas também esteve à frente até o início de maio. Graças aos ganhos deste ano, a versão em moeda local do S&P Japan BMI finalmente ultrapassou o seu recorde histórico anterior, registrado em 18 de dezembro de 1989. Entretanto, os investidores do mercado local não tiveram muito tempo para comemorar.

No início de agosto, o banco central do Japão surpreendeu os participantes do mercado com um inesperado aperto monetário em um momento em que os outros principais bancos centrais do mundo já estavam flexibilizando a política monetária. Essa ação desencadeou uma turbulência nos mercados de capitais em todo o mundo, com o Japão no epicentro. O iene japonês teve movimentos agressivos em ambas as direções, assim como o S&P Japan BMI, que teve sua pior perda histórica em um dia em 6 de agosto de 2024, caindo mais de 12%, seguido por seu terceiro melhor dia na história no dia seguinte, quando o Banco do Japão deu uma reviravolta na política. Desde a volatilidade do início de agosto, os mercados se acalmaram e o benchmark japonês se recuperou 24% de suas mínimas de 5 de agosto, registrando um ganho de 18% no acumulado do ano.

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Neutralidade setorial: um mecanismo essencial no índice S&P 500 ESG Leaders

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Stephanie Rowton

Senior Director, Tokenization and U.S. Equities

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado em inglês no blog de Indexology® em 19 de novembro de 2024.

O índice S&P 500® ESG Leaders busca fornecer uma medição das ações americanas enquanto incorpora fatores ESG (ambientais, sociais e e de governança corporativa). O índice mantém pesos setoriais semelhantes aos do S&P 500, ao mesmo tempo em que implementa critérios de elegibilidade mais rigorosos conforme fatores ESG.

Um equívoco comum é achar que todos os índices ESG removem ou subponderam os setores considerados prejudiciais ao meio ambiente, como Energia ou Serviços de Utilidade Pública. No entanto, a eliminação de setores inteiros pode acarretar uma mudança de peso para outros setores, o que pode criar um viés setorial e um risco de concentração. Em vez de excluir setores, o índice S&P 500 ESG Leaders seleciona empresas que apresentam o melhor desempenho ao considerar métricas ESG específicas.

O quadro 1 ilustra como o índice S&P 500 ESG Leaders mantém um baixo active share em relação ao índice de referência, em cada setor, ficando o active share setorial em 6,41%, o que destaca a ampla neutralidade setorial do índice. Entretanto, o uso de métricas ESG como critérios para determinar a inclusão de empresas no índice naturalmente causará desvios em relação ao índice subjacente. Isso é particularmente evidente quando um setor tem vários componentes considerados inelegíveis ou quando uma empresa com uma alta capitalização de mercado ajustada ao free float (FMC) é excluída. Em geral, quanto mais uma metodologia integra critérios de sustentabilidade mais rigorosos, maior é o active share.

A metodologia do índice S&P 500 ESG Leaders seleciona componentes de maneira comparativa1 dentro de cada grupo industrial do GICS®, levando a um baixo active share dentro dos setores. Contudo, em determinados casos, os setores podem estar sobreponderados ou subponderados em relação ao índice subjacente, o que causa desvios. Isso é ilustrado pelo fato de o índice ter atingido 41,15% de active share, o que é impulsionado tanto pela disparidade entre os componentes do índice e o S&P 500, conforme mencionado anteriormente, quanto pelos pesos (consulte o quadro 1).   

active share no S&P 500 ESG Leaders: Quadro 1

O processo de seleção do índice tem como meta 50% da FMC sem limite de cada grupo industrial do GICS no S&P 500, selecionando as empresas em ordem decrescente conforme as pontuações ESG da S&P Global (consulte o quadro 2). No entanto, exclusões específicas (como exclusões baseadas em atividades comerciais específicas) podem impedir que um grupo industrial atinja a meta de 50%. Isso pode ser devido ao fato de a indústria não ter componentes elegíveis suficientes ou de o peso dos componentes elegíveis conforme a FMC não atingir a meta.

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