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Risco político: Por que é importante

Como vai o Dow?

Apresentando os Índices de Criptomoedas da S&P DJI

Apesar da retomada de março, a maioria dos mercados de valores da América Latina recuaram no primeiro trimestre de 2021

Índices de Renda Variável da América Latina: Análise Quantitativa Primeiro Trimestre de 2021

Risco político: Por que é importante

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Laura Assis Iragorri

Analyst, Global Research & Design

S&P Dow Jones Indices

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 19 de maio de 2021.

As oportunidades internacionais para diversificar as alocações de renda variável estão aumentando, junto com a globalização, e como resultado, o risco político importa agora mais do que nunca. Mais ainda, a interação entre políticas macroeconômicas e a instabilidade dos governos continua a ter efeitos de longo alcance no risco político, aumentando a incerteza que acompanha a alocação em mercados emergentes.

Tendo isto em mente, a S&P Dow Jones Indices colaborou com GeoQuant, uma empresa de dados de risco político orientada pela inteligência artificial (IA), para criar o Emerging Markets Political Risk-Tilted Concept Index (doravante “Concept Index”).

Oferecendo uma alternativa de risco político reduzido para a exposição do S&P Emerging BMI, o Risk-Tilted Concept Index aumenta (ou diminui) as ponderações de países com risco político relativamente baixo (ou alto), levando a maiores retornos acumulados durante o período histórico de backtesting (ver quadro 1).1 As decisões de alocação são tomadas de acordo com o “Indicador de Risco Macrogovernamental” customizado da GeoQuant, que avalia tanto o grau de risco das políticas derivadas da gestão macroeconômica quanto a incerteza em torno da capacidade dos governos em exercício.

Risco político: Por que é importante

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Como vai o Dow?

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Hamish Preston

Director, U.S. Equity Indices

O Dow Jones Industrial Average® (DJIA) celebrará na quarta-feira seu quasquicentenário, que marca exatamente 125 anos desde a sua primeira publicação. Antes que um dos mais observados e amplamente citado benchmarks do mundo atinja este marco, oferecemos uma visão geral do “The Dow®”, incluindo suas origens, o que se manteve ao longo dos anos e o que mudou.

Não é o primeiro índice a medir o mercado americano de valores... Mas não está longe!

Embora muitos acreditem que o DJIA é o primeiro índice a medir o mercado americano de ações, essa distinção na verdade vai para o Dow Jones Railroad Average. Charles Dow e Edward Jones começaram a publicar o Railroad Average em 1884, e sua composição refletia a importância das ferrovias para a economia dos EUA: 9 dos 11 componentes do índice eram empresas ferroviárias. A Western Union e a Pacific Mail Steamship Company completavam o grupo.

Embora o Railroad Average (agora conhecido como o Dow Jones Transportation Average) refletisse os principais motores da economia dos EUA no final do século XIX, Charles Dow pensava que as empresas industriais seriam contribuintes cruciais para o crescimento econômico dos EUA. Assim, o DJIA nasceu em 26 de maio de 1896, como uma forma de acompanhar as tendências do mercado americano. Inicialmente continha 12 ações, ampliadas para 20 ações em 1916, e aumentou para a já familiar contagem de 30 ações em 1928.

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Apresentando os Índices de Criptomoedas da S&P DJI

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Sharon Liebowitz

Senior Director, Innovation & Strategy

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 4 de maio de 2021.

Para nós na S&P DJI, é um momento emocionante porque esta nova classe de ativos está trazendo
mudanças sem precedentes ao nosso ecossistema financeiro e à mentalidade dos participantes do mercado.

O setor das criptomoedas é diferente dos mercados financeiros tradicionais, e certamente diferente dos mercados que temos acompanhado na S&P DJI durante os últimos 100 anos. Habitando principalmente no domínio da tecnologia, criptomoedas como o Bitcoin estão além do âmbito das moedas, títulos, commodities e ativos físicos tradicionais. Elas são novas, estão evoluindo e não são controladas pelos governos, embora seu uso esteja regulamentado em várias jurisdições. Ao invés disso, elas são descentralizadas, o que significa que nenhuma entidade pode controlar ou interromper totalmente o uso dessas moedas.

Estruturalmente, essas criptomoedas estão criando seus próprios mercados novos, em evolução e
descentralizados. Um enorme volume de negociações estão sendo realizadas hoje em dezenas de bolsas de valores, onde não há criadores de mercado tradicionais.

Porém, junto com as oportunidades, esta classe de ativos vem acompanhada de uma série de novos desafios. Como um espaço emergente, um dos maiores problemas é a falta de transparência.

Os nossos índices de criptomoedas procuram abordar alguns dos desafios que o setor enfrenta atualmente, incluindo a questão da transparência. Os índices independentes, confiáveis e acessíveis da S&P DJI têm um longo histórico de trazer transparência a uma ampla gama de mercados em diversas classes de ativos e regiões geográficas, e acreditamos que eles podem fazer o mesmo para esta classe de ativos emergente e complexa.

Para isso, estamos lançando a nossa série de índices em torno das duas maiores e mais proeminentes criptomoedas: Bitcoin e Ethereum. O lançamento inicial incluirá os seguintes índices:

Estes índices medirão o desempenho de Bitcoin, Ethereum e uma ponderação por capitalização de mercado de Bitcoin e Ethereum, respectivamente.

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Apesar da retomada de março, a maioria dos mercados de valores da América Latina recuaram no primeiro trimestre de 2021

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

Este artigo foi publicado originalmente no blog de Indexology® em 20 de abril de 2021.

O primeiro trimestre foi difícil para os mercados de valores na região, pois o fortalecimento do dólar americano e o impacto contínuo da pandemia da COVID-19 afetaram o desempenho. Apesar de um ganho de 3,1% em março, o S&P Latin America BMI caiu 5,8% em dólares no primeiro trimestre, enquanto o S&P 500® subiu 6,2%. No nível dos países, os resultados foram variados. O México e o Chile encerraram o trimestre em território positivo, enquanto o Brasil, a Argentina e a Colômbia recuaram. O Peru praticamente não teve variações.

A taxa de câmbio tem um papel importante no desempenho dos índices regionais. Dada a fortaleza do dólar americano, os retornos medidos em moeda local foram muito melhores. No primeiro trimestre, o S&P Brazil BMI perdeu 10,2% em dólares (USD), mas somente 3,1% em reais brasileiros (BRL). Igualmente, o S&P Colombia BMI recuou 15,7% em dólares, mas somente 9,5% em pesos colombianos (COP). O Peru teve resultados variados: o S&P/BVL Peru General Index teve um retorno quase sem variações (-0,7%) em novos sóis peruanos (PEN), mas um retorno positivo em dólares (2,6%). Os mercados de valores no Chile e no México tiveram uma forte performance no primeiro trimestre, gerando retornos ligeiramente mais elevados nas suas respectivas moedas locais do que em dólares. A Argentina foi o único mercado da região em que os retornos em moeda local (ARS) e dólares foram negativos. Portanto, os retornos acumulados em moeda local no primeiro trimestre para o S&P Latin America BMI (que exclui a Argentina) quase não tiveram variações (- 0,09%).

Revisemos algumas das tendências mais interessantes (em moeda local) ocorridas em cada mercado. Na Argentina, apesar de um primeiro trimestre difícil, o emblemático S&P MERVAL Index teve resultados fortes nos períodos de um, três e cinco anos com retornos anualizados de 96,8%, 15,5% e 29,9%, respectivamente. Cabe mencionar que a volatilidade de mercado foi a mais alta nesta região.

O primeiro trimestre de 2021 trouxe retornos negativos para a maioria dos índices de renda variável no Brasil, com exceção do Índice S&P/B3 SmallCap Select (3,0%) e o Índice S&P/B3 Baixa Volatilidade (1,0%). Excepcional foi a performance em longo prazo do Índice S&P/B3 Beta Elevado, que ganhou 105,9%, 25,9% e 39,6% nos períodos de um, três e cinco anos, respectivamente. O S&P/B3 Ingenius Index, composto por empresas tecnológicas internacionais cotadas na Bolsa de Nova York ou na NASDAQ, e na B3 como BDRs, continuou apresentado bons resultados apesar de diferenças nas divisas (11,0% em reais brasileiros).

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Índices de Renda Variável da América Latina: Análise Quantitativa Primeiro Trimestre de 2021

O primeiro trimestre foi difícil para os mercados de valores na região, pois o fortalecimento do dólar americano e o impacto contínuo da pandemia da COVID-19 afetaram o desempenho. Apesar de um ganho de 3,1% em março, o S&P Latin America BMI caiu 5,8% em dólares no primeiro trimestre, enquanto o S&P 500® subiu 6,2%. No nível dos países, os resultados foram variados. O México e o Chile encerraram o trimestre em território positivo, enquanto o Brasil, a Argentina e a Colômbia recuaram. O Peru praticamente não teve variações.

A taxa de câmbio tem um papel importante no desempenho dos índices regionais. Dada a fortaleza do dólar americano, os retornos medidos em moeda local foram muito melhores. No primeiro trimestre, o S&P Brazil BMI perdeu 10,2% em dólares (USD), mas somente 3,1% em reais brasileiros (BRL). Igualmente, o S&P Colombia BMI recuou 15,7% em dólares, mas somente 9,5% em pesos colombianos (COP). O Peru teve resultados variados: o S&P/BVL Peru General Index teve um retorno quase sem variações (-0,7%) em novos sóis peruanos (PEN), mas um retorno positivo em dólares (2,6%). O mercados de valores no Chile e no México tiveram uma forte performance no primeiro trimestre, gerando retornos ligeiramente mais elevados nas suas respectivas moedas locais do que em dólares. A Argentina foi o único mercado da região em que os retornos em moeda local (ARS) e dólares foram negativos. Portanto, os retornos acumulados em moeda local no primeiro trimestre para o S&P Latin America BMI (que exclui a Argentina) quase não tiveram variações (-0,09%).

Revisemos algumas das tendências mais interessantes (em moeda local) ocorridas em cada mercado. Na Argentina, apesar de um primeiro trimestre difícil, o emblemâtico S&P MERVAL Index teve resultados fortes nos períodos de um, três e cinco anos com retornos anualizados de 96,8%, 15,5% e 29,9%, respectivamente. Cabe mencionar que a volatilidade de mercado foi a mais alta nesta região.

O primeiro trimestre de 2021 trouxe retornos negativos para a maioria dos índices de renda variável no Brasil, com exceção do Índice S&P/B3 SmallCap Select (3,0%) e o Índice S&P/B3 Baixa Volatilidade (1,0%). Excepcional foi a performance em longo prazo do Índice S&P/B3 Beta Elevado, que ganhou 105,9%, 25,9% e 39,6% nos períodos de um, três e cinco anos, respectivamente. O S&P/B3 Ingenius Index, composto por empresas tecnológicas internacionais cotadas na Bolsa de Nova York ou na NASDAQ, e na B3 como BDRs, continuou apresentado bom resultados apesar de diferenças nas divisas (11,0% em reais brasileiros).

O mercado chileno finalmente se recuperou, gerando um forte desempenho no curto prazo com uma alta de 17,3% do S&P IPSA no primeiro trimestre. Os setores de Construção e Imóveis, junto com Serviços Financeiros, foram as indústrias com melhor desempenho no Chile.

A Colômbia teve o pior desempenho da região no primeiro trimestre e importantes empresas como BanColombia SA e Grupo de Inversiones Suramericana SA perderam uma significativa valorização do seu preço ao comparar os preços das ações de 31 de dezembro de 2020 com os de final de março de 2021. No período de doze meses, contudo, o S&P Colombia Select Index manteve um ganho de 24,2%.

Os índices acionários do México exibiram uma forte performance em períodos de curto e longo prazo. O S&P/BMV IPC, índice emblemâtico do México, subiu 7,2% no primeiro trimestre. Dois índices que aproveitaram a recente recuperação e tiveram os melhores retornos no primeiro trimestre foram o S&P/BMV IPC 2X Leverage Daily Index, que procura refletir 200% do retorno (positivo ou negativo) do S&P/BMV IPC e subiu 14,2% no trimestre; e o S&P/BMV IRT SmallCap, que mede o desempenho de catorze ações de baixa capitalização e gerou 9,9% no primeiro trimestre.

Outro índice que teve bons resultados foi o S&P/BMV Total Mexico ESG Index (6,9% no primeiro trimestre). O índice serve como um benchmark de base ampla que considera filtros de sustentabilidade nos processos de seleção e ponderação dos seus componentes.

O mercado peruano de valores gerou retornos aceitáveis no primeiro trimestre, o que ajudou a sustentar fortes retornos em períodos mais longos; entretanto, o fortalecimento do dólar americano gerou retornos mistos. O S&P/BVL Peru Select 20% Capped Index, que se manteve relativamente sem variações durante o período (0,4% em novos sóis peruanos e -2,9% em dólares), subiu 58,8% em novos sóis e 45,6% em dólares no período de um ano encerrado em março de 2021. O S&P/BVL Peru SmallCap Index foi o índice local com melhores retornos no primeiro trimestre (19,4% em novos sóis e 15,4% em dólares).

Já se passou mais de um ano desde o início da pandemia da COVID-19. Em seu caminho, a pobreza e a desigualdade têm aumentado na maioria dos países. Além disso, as altas taxas de desemprego1 e as próximas eleições presidenciais em países como Chile, Equador e Peru, bem como as eleições legislativas na Argentina e no México podem gerar incerteza e volatilidade nos próximos meses. Contudo, os mercados latino-americanos estão se mostrando resistentes, apesar dos muitos desafios que enfrentaram.

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