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Índices de dividendos em tempos sem precedentes – Uma perspectiva latino-americana

Por que os índices de dividendos perderam durante o sell-off gerado pelo coronavírus?

A vantagem das estratégias defensivas

As duas caras da volatilidade

Os altos e baixos dos mercados da América Latina – Revisão de abril de 2020

Índices de dividendos em tempos sem precedentes – Uma perspectiva latino-americana

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

É tempo de olhar para os índices de dividendos sob o ponto de vista destes “tempos sem precedentes” que estamos vivendo. Muitos participantes do mercado procuram o conforto das estratégias de dividendos, precisamente pelo retorno que podem gerar. No entanto, o investimento em dividendos está sob pressão, uma vez que muitas empresas anunciaram a redução ou suspensão total dos seus dividendos, por causa do impacto da pandemia da COVID-19 na economia global. Uma bola de cristal seria muito útil para prever o futuro. Entretanto, na falta dessa possibilidade podemos olhar para períodos históricos de crise financeira a fim de examinar a performance das estratégias de dividendos.

se centra na Crise Financeira Global (CFG) de 2008 e mostra que, em meados e finais de outubro daquele ano, os principais índices de referência do México, Chile e Brasil caíram substancialmente. Contudo, com excepção do S&P/BMV Dividend Index, os outros índices locais de dividendos ganharam dos seus respectivos benchmarks. O S&P Dividend Aristocrats® Brasil Index e o S&P Brazil Dividend Opportunities superaram o S&P Brazil LargeMidCap em 11,6% e 14,0%, respectivamente.

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Por que os índices de dividendos perderam durante o sell-off gerado pelo coronavírus?

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Tianyin Cheng

Senior Director, Strategy Indices

Nos últimos 20 anos, o S&P 500® passou por três mercados em baixa com rebaixamentos superiores a 30%: a bolha tecnológica de 2000-2001, a crise financeira global (CFG) e o sell-off por causa do coronavírus.

Durante a bolha tecnológica y a CFG, vários índices de dividendos focados nos EUA ganharam do S&P 500. No entanto, durante o sell-off gerado pelo coronavírus, a maioria dos índices de dividendos perderam para este benchmark (confira o quadro 1).

O objetivo deste artigo é analisar as caraterísticas desses índices de dividendos e os fatores que desta vez contribuíram para um baixo desempenho generalizado.

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A vantagem das estratégias defensivas

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Craig Lazzara

Managing Director, Global Head of Index Investment Strategy

Um homem sábio me disse anos atrás que há algumas coisas que não pode conseguir se você for diretamente atrás elas. Se você já viu alguém tentando parecer interessante, você vai entender a observação do meu amigo. Há muitas pessoas interessantes no mundo, claramente, mas elas alcançam esse status ao se dedicarem às coisas interessantes para eles, e o seu entusiasmo atrai o interesse de outras pessoas.

Nesse sentido pelo menos, a gestão de carteiras às vezes imita a vida. Os índices de fatores vêm em muitos sabores, alguns tendem à popularidade e ao momento, enquanto outros tendem a nomes de valores não amados, e assim por diante. Uma divisão prática é a que se faz entre os potenciadores de risco e os mitigadores de risco. Como o nome sugere, os mitigadores de risco têm níveis de volatilidade inferiores aos dos índices principais dos quais os seus componentes são obtidos. Exemplos conhecidos incluem famílias de fatores como baixa volatilidade, “aristocratas do dividendo” e qualidade.

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As duas caras da volatilidade

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Craig Lazzara

Managing Director, Global Head of Index Investment Strategy

Recentemente me perguntaram se a volatilidade era particularmente desafiante para os proprietários de fundos que acompanham a performance de índices ou para os gestores ativos. A resposta é “sim”

Para os fundos baseados em índices, a dificuldade tem a ver com que a volatilidade crescente geralmente vem acompanhada de baixos retornos. Entre 1991 e 2019, por exemplo, os meses em que a volatilidade do S&P 500 esteve acima da mediana, a média dos retornos totais foi modestamente negativa. Ao contrário, quando a volatilidade foi inferior à mediana, a média de retornos mensais foi de 1,84%. Isto é totalmente sensato; uma ação, afinal, deveria ser avaliada pelo valor descontado dos seus fluxos de caixa futuros. Em tempos de incerteza, a taxa de desconto sobe e os preços caem proporcionalmente. Se os investidores têm menos certeza sobre o futuro, tendem a pagar menos por ele.

Em consequência, é provável que os gestores passivos encontrem uma alta volatilidade que prejudique o valor das suas carteiras. Além de dizer “já vai passar”, é difícil encontrar algo que dizer para mitigar. No entanto, para os gestores ativos surge uma sutileza interessante.

A capacidade de um gestor ativo para agregar valor depende principalmente do seu nível de habilidade. Mas, também depende de quantas oportunidades o mercado apresente. Podemos medir o nível de oportunidade ao acompanhar a dispersão do mercado, ou seja, o grau em que os retornos das ações de um índice estão muito próximos ou amplamente separados. A dispersão e a volatilidade tendem a avançar na mesma direção. Mantendo as demais condições, quanto maior for o nível de dispersão, mais volátil será o mercado no seu conjunto.

Durante grande parte da última década, a dispersão se manteve muito abaixo do seu nível médio. Este é um dos motivos porque os gestores ativos como grupo tiveram tantas dificuldades para ganhar dos seus benchmarks passivos. Contudo, tanto a volatilidade quanto a dispersão dispararam em março. Observamos o mesmo efeito não apenas nos mercados de renda variável global, mas também quando medimos a dispersão em vários setores, países e classes de ativos.

Isto significa que o valor agregado de um gestor hábil (ou afortunado) pode ser consideravelmente superior em março de 2020 do que teria sido há um ano (ou mesmo um mês). Para o gestor menos hábil (ou com menos sorte) a possível magnitude do desempenho inferior ao seu benchmark é amplificada de maneira similar. De fato, dados preliminares sobre o desempenho do primeiro trimestre indicam uma lacuna entre os gestores com melhor e pior desempenho .

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Os altos e baixos dos mercados da América Latina – Revisão de abril de 2020

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

O investimento nos mercados de valores latino-americanos não é para os fracos de coração (agora mais do que nunca). No primeiro trimestre de 2020, todos os mercados da região apresentaram resultados negativos consideráveis, sendo afetados pelos acontecimentos recentes. Embora o mês de abril tenha empurrado os mercados de volta para território positivo, ainda estamos longe da proverbial “luz ao fundo do túnel”.

Em meio à pandemia global contínua, muitos países começaram a aliviar as restrições, já que os casos suspeitos da COVID-19 e as taxas de mortalidade diminuíram. Isto levou a falar em “reabrir” economias, infundindo coragem e otimismo aos investidores, mesmo que por pouco tempo. Com o maior número registrado de infeções e mortes por COVID-19 em todo o mundo, os Estados Unidos olharão para maio de 2020 com esperança cautelosa. A pergunta é quando será seguro para os consumidores voltarem às lojas e restaurantes e retomarem as viagens. Mesmo depois que os negócios e serviços sejam totalmente reabertos, é possível que muitos não tenham os meios financeiros para participar. De fato, já existem relatórios que falam de aumento de dívidas, inadimplência de crédito e falências a nível empresarial e pessoal.

A S&P Global Ratings informou recentemente que as condições de crédito nos mercados emergentes estavam piorando. No último relatório, as projeções de crescimento do PIB para a América Latina em 2020 foram substancialmente revistas em baixa. O PIB da América Latina deve cair cerca de 5% este ano e uma recessão regional está prevista. Economistas prevêem que países como o Chile, que implementaram rapidamente políticas de distanciamento social e ofereceram um forte estímulo econômico, poderiam ter uma recuperação robusta e se destacar entre os seus pares. Enquanto isso, o México e outros países, que atrasaram as políticas de saúde pública e ofereceram programas de estímulo limitados, poderiam ter recuperações fracas. O Brasil estará provavelmente em algum lugar no meio.

Por enquanto, vamos desfrutar dos últimos resultados mensais positivos da região. O mês de abril trouxe um raio de esperança para os índices de renda variável, já que tratamentos promissores e o desenvolvimento de vacinas para combater a COVID-19 estão no horizonte. O S&P 500® se valorizou 13% no mês, enquanto o S&P Latin America BMI ganhou quase 7%. O S&P América Latina 40, que mede as ações de maior tamanho e liquidez da região, subiu 5,2%. Entre os maiores países, o S&P IPSA do Chile subiu 14%, enquanto o S&P Brazil LargeMidCap gerou um retorno de 10% e o S&P/BMV IPC do México aumentou quase 6%. No entanto, nenhum destes índices subiu tanto quanto o S&P MERVAL argentino, que gerou um enorme 34,3%. Apesar do forte desempenho durante o mês de abril, a maioria dos índices está no vermelho para ano até agora (YTD). Dada a incerteza dos mercados, se espera que a alta volatilidade continue durante o resto do ano.

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