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Comparação de estratégias de dividendos no Brasil

Desempenho dos mercados da América Latina no terceiro trimestre de 2019

ESG: por que não? Ínfima diferença no alfa entre o S&P 500 ESG Index e o S&P 500

O dom de uma providência benevolente

Feliz aniversário do setor de Serviços de Comunicações

Comparação de estratégias de dividendos no Brasil

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María Sánchez

Associate Director, Global Research & Design

Embora as estratégias de dividendos sejam populares em diversas regiões, nem todas as estratégias ou índices de dividendos são construídos da mesma forma ou com o mesmo objetivo.

No Brasil, a S&P Dow Jones Indices tem três estratégias de dividendos diferentes:
1. O S&P Dividend Aristocrats Brasil Index procura medir o desempenho das 30 ações do S&P Brazil BMI que mantêm dividendos crescentes ou estáveis.
2. O S&P Brazil Dividend Opportunities procura medir o desempenho das 40 ações com rendimento mais elevado do S&P Brazil BMI que demonstrem ter rentabilidade.
3. O Índice S&P/B3 Baixa Volatilidade–Altos Dividendos procura medir o desempenho das ações com
menor volatilidade dentro de um grupo específico de componentes do S&P Brazil BMI com rendimento elevado dos seus dividendos, que negociam na B3.

Estas três estratégias estão orientadas para os rendimentos elevados dos dividendos, o que significa que a ponderação dos componentes é definida pelo rendimento de 12 meses, sujeito a restrições de concentração. A principal diferença entre elas é observada nos critérios de elegibilidade e na seleção de componentes, conforme descrito no quadro

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Desempenho dos mercados da América Latina no terceiro trimestre de 2019

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

O terceiro trimestre foi difícil para a região da América Latina. Entretanto, os resultados para os mercados globais foi misturado: os EUA e o Japão fecharam com resultados positivos, enquanto Europa caiu durante o trimestre. Os mercados globais quase não apresentaram variações, conforme a medição do S&P Global 1200.

O S&P 500® fechou o trimestre com uma alta de 1,7%, o S&P Europe 350® teve quase o mesmo resultado, mas em negativo (-1,6%), enquanto o S&P/TOPIX 150 do Japão subiu em torno de 4%. O S&P Latin America 40, índice blue chip da região, recuou 6,3%. Muitos fatores internos contribuíram para o desempenho inferior da região, incluindo uma redução das exportações, contrações nos setores industrial e de serviços, mercados de trabalho fracos, incerteza no panorama político, uma queda nos preços das commodities e uma baixa confiança dos consumidores. Os fatores externos também afetaram fortemente a região, principalmente a incerteza em torno das negociações comerciais entre os EUA e a China.

Embora todos os mercados da América Latina tenham fechado em vermelho no terceiro trimestre de 2019, quando comparados com os retornos em dólares, observamos que, com exceção da Argentina e do Peru, todos os mercados da região tiveram um desempenho superior ou quase não apresentaram variações em moeda local. Isto é um exemplo de como a depreciação cambial pode afetar o desempenho. Observamos as principais diferenças no Brasil e na Colômbia: o S&P Brazil BMI teve retornos de -3,9% em dólares, mas de 4,2% em reais brasileiros, enquanto os retornos do S&P Colombia Select Index foram -5,7% em dólares e 2,3% em pesos colombianos. O principal índice de referência do México, o S&P/BMV IPC, teve um retorno total de -2,6% em dólares, mas quase não registrou variações em pesos mexicanos (0,2%).

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ESG: por que não? Ínfima diferença no alfa entre o S&P 500 ESG Index e o S&P 500

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Ben Leale-Green

Senior Analyst, Research & Design, ESG Indices

Recebe o S&P 500® um prêmio sobre o S&P 500 ESG Index? Sem um prêmio decorrente do S&P 500, os investidores poderiam ter a faca e o queijo na mão com o S&P 500 ESG Index: um desempenho similar o melhor, junto com os benefícios de ESG.

A literatura acadêmica sugere que não há prêmio das ações de pecado (sin stocks) sobre as suas contrapartes sem pecado. As ações de pecado são usualmente definidas segundo a sua participação em produtos (por exemplo, tabaco, armas controversas, etc.) O artigo “The Price of Sin” analisou o suposto desempenho superior das ações de pecado, citando teorias de ações esquecidas e mercados segmentados. Ao adicionar controles setoriais aos fatores, enquanto se garantiu que os índices de ações de pecado avaliados fossem ponderados por capitalização de mercado e quando se desenvolveram modelos de precificação de ativos para incluir os fatores de qualidade e baixa volatilidade, observou-se uma falta de prêmio das ações de pecado.

Embora o S&P 500 ESG Index exclui algumas ações de pecado, também apresenta uma visão mais holística dos critérios ESG e elimina as piores companhias segundo estes fatores, conforme a medição das pontuações ESG da S&P DJI. O quadro  mostra o processo de seleção para a série de índices ESG da S&P DJI.

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O dom de uma providência benevolente

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Craig Lazzara

Managing Director, Global Head of Index Investment Strategy

Suponha que eu compre um fundo cotado em bolsa (ETF) popular que acompanhe o S&P 500® hoje, o deixe na minha conta de corretagem durante 20 anos e depois o venda. Que retorno devo esperar? A resposta, obviamente, é que o meu retorno deve refletir os movimentos no S&P 500 (líquidos de comissões) durante o meu período de detenção de 20 anos. Que isso realmente aconteça é uma coisa notável, e não menos notável por ser desvalorizado.

O S&P 500, afinal, é apenas uma lista de ações, e a sua trajetória depende da flutuação média ponderada de seus preços. O retorno do meu ETF depende do que alguém está disposto a me pagar em qualquer momento que eu decidir vender. Que estes dois retornos sejam os mesmos não é o dom de uma providência benevolente. Isso acontece por duas razões diferentes.

Em primeiro lugar, há uma comunidade de arbitragem ativa que acompanha continuamente a relação entre o valor do meu ETF e o valor dos membros subjacentes do S&P 500. Se o ETF for muito barato em relação ao valor dos componentes do índice, os arbitradores compram o ETF e vendem os componentes; se o ETF for muito caro, a arbitragem vai na direção oposta. Em ambos os casos, a arbitragem empurra o ETF para o seu valor justo.

Em segundo lugar, os ETFs e índices populares são amplamente escrutinados pelas comunidades de investimento e jornalísticas. Se alguma parecer “estranha”, uma notícia ou uma cacofonia de dúvidas dos investidores podem se seguir. Esse exame minucioso ajuda a garantir que tanto o índice quanto o ETF cumpram seus objetivos (no caso do S&P 500, refletir as empresas mais importantes do mercado acionário dos EUA e, no caso do ETF, manter uma carteira que as acompanhe). Problemas em um produto menos examinado serão percebidos menos rapidamente, se é que serão percebidos.

Os fundos que replicam o desempenho de índices são criticados às vezes por não promoverem a eficiência do mercado, uma vez que, no nível das ações, uma precificação eficiente depende da capacidade dos analistas fundamentais para avaliar com precisão os valores da empresa, e os fundos que seguem índices não fazem análises fundamentais. Para o mercado como um todo, no entanto, negociar em instrumentos vinculados a índices é imensamente mais importante do que negociar em ações individuais. A opinião de um investidor sobre o valor adequado do mercado como um todo não é, a priori, menos valiosa do que a opinião de outro investidor sobre o valor adequado da Microsoft ou da Amazon.

“Os mercados funcionam melhor”, escreve Jason Zweig do The Wall Street Journal, “quando são profundos e amplos, integrando diferenças acentuadas de opinião de muitas pessoas em um único preço em que os investimentos podem ser negociados”. A arbitragem e o escrutínio forjam uma conexão entre os preços nos níveis macro e micro, melhorando a eficiência do todo.

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Feliz aniversário do setor de Serviços de Comunicações

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Anu R. Ganti

Senior Director, Index Investment Strategy

O setor de Serviços de Comunicações acabou de fazer um ano. Há 12 meses, o Padrão Global de Classificação Industrial (GICS® ) substituiu o setor de Serviços de Telecomunicações pelo novo setor de Serviços de Comunicações, que combina empresas de telecomunicações com outras previamente classificadas nos setores de Tecnologia da Informação e Bens de Consumo Discricionário. Como resultado, o setor de Serviços de Telecomunicações, alguma vez o patinho feio composto por três empresas de telefonia, se tornou um setor que inclui empresas de alto crescimento como Alphabet, Facebook e Netflix. Durante os últimos 12 meses, o setor ganhou do S&P 500® com uma alta de 8,55% versus 4.22% do mercado.

Depois desta mudança, a volatilidade média dos componentes do novo setor foi superior à do setor de Serviços de Telecomunicações. Portanto, alguns investidores poderiam acreditar que a volatilidade do novo índice também é superior à do seu antecessor, mas, paradoxalmente, não é bem assim. Um ano atrás, previmos que a volatilidade do novo setor seria similar à do anterior, como resultado da justaposição de duas forças opostas: A maior dispersão do novo setor Serviços de Comunicações, que aumenta a volatilidade, é compensada por correlações intrasetoriais mais baixas, que diminuem a volatilidade.

Após um ano, a nossa previsão se cumpriu. Como é possível observar na , a média de volatilidade do setor de Serviços de Comunicações (19,25%) é ligeiramente superior à do setor de Serviços de Telecomunicações (17,65%) e este aumento foi em um momento em que o S&P 500 tinha uma volatilidade muito maior. Como previmos, o setor de Serviços de Comunicações teve uma média de dispersão mais elevada e muito menores correlações do que o seu antecessor.

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