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Medindo a inovação: Percepções essenciais numa era de perturbação da economia global

Moonshots: Capturando um relâmpago em uma garrafa?

Os mercados acionários da América Latina tiveram dificuldades para manter retornos positivos no terceiro trimestre de 2020

O Índice S&P/B3 Brasil ESG – Introduzindo o investimento sustentável no Brasil

Performance dos S&P Risk Parity Indices no segundo trimestre de 2020

Medindo a inovação: Percepções essenciais numa era de perturbação da economia global

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John van Moyland

Managing Director, Global Head of S&P Kensho Indices

O risco de inovação é classificado como uma das ameaças existenciais mais significativas que as empresas devem enfrentar atualmente. A Quarta Revolução Industrial e a consequente perturbação generalizada da economia global, amplificou significativamente uma tendência já estabelecida: a aceleração da mudança e a vida útil cada vez menor das empresas, ou o que o economista Joseph Schumpeter descreveu apropriadamente como “destruição criativa”. De acordo com a Innosight, a duração média de uma empresa no S&P 500® está prevista para apenas 12 anos em 2027, contra 24 anos em 2016; muitas empresas simplesmente não conseguem, ou não desejam, se adaptar com rapidez suficiente para ficar na vanguarda.

Dado este cenário de inovação e perturbação exponencial, que os participantes do mercado adotem uma estrutura quantificável com a qual possam entender e medir a inovação se tornou mais essencial do que nunca, não apenas em termos de identificar os produtos e serviços da próxima geração e as empresas que os produzem (para este fim, confira os índices S&P Kensho New Economies), mas também para avaliar a propensão de uma empresa para a inovação. Isto pode ser considerado desde três perspectivas:
1. Como a missão e a cultura de uma empresa são “orientadas para a inovação”;
2. Quantos recursos a empresa está alocando à inovação; e,
3. Como a empresa é bem-sucedida na execução da sua estratégia de inovação.

Utilizando uma estrutura própria baseada em regras, desenvolvemos fatores de inovação que quantificam cada um desses elementos e fornecem aos participantes do mercado uma ferramenta única e crítica para navegar no cenário corporativo e tecnológico em rápida mudança.

O S&P Kensho Moonshots Index é o primeiro em uma série de índices que aproveita estes novos fatores de inovação. Este índice procura capturar as empresas mais inovadoras que ainda estão numa fase relativamente inicial de sua gestação. Está composto pelas 50 empresas cotadas nos EUA com a maior Pontuação de Inovação em Fase Inicial que fornecem produtos e serviços de nova geração. A Pontuação de Inovação em Fase Inicial é o produto dos fatores de inovação  listados acima e fornece uma medição quantitativa do compromisso de uma empresa com a inovação, apesar de que ela pode estar no início de seu ciclo de vida e ainda no processo de desenvolvimento do seu portfólio de produtos. As empresas de grande porte também são excluídas, a fim de mostrar o foco em inovadores emergentes.

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Moonshots: Capturando um relâmpago em uma garrafa?

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

O S&P Kensho Moonshots Index e as empresas inovadoras da próxima geração que fazem parte dele foram apresentados em nossa publicação anterior. Uma finalidade expressa do índice é identificar empresas inovadoras no início de sua gestação, quando as oportunidades de crescimento rápido podem ser maiores. Neste artigo, examinamos a efetividade do índice para capturar esse potencial de maior crescimento em fase inicial e o seu desempenho em comparação com inovadores mais estabelecidos, como refletido nos retornos do mercado.

A fim de identificar inovadores estabelecidos, construímos uma carteira comparativa de empresas do universo de seleção utilizado pelo S&P Kensho Moonshots Index, que ultrapassaram o limite máximo de capitalização de mercado em cada rebalanceamento, mas cuja Pontuação de Inovação em Fase Inicial faria com que qualificassem para sua inclusão no índice (inovadores estabelecidos, confira o documento de metodologia para mais informações).

O mercado recompensou de maneira consistente o índice frente aos inovadores estabelecidos ao comparar os seus retornos anualizados nos períodos de um, três e cinco anos. Estes resultados sugerem que o mercado oferece um prêmio aos inovadores em fase inicial identificados pela estratégia Moonshots.

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Os mercados acionários da América Latina tiveram dificuldades para manter retornos positivos no terceiro trimestre de 2020

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Silvia Kitchener

Director, Global Equity Indices, Latin America

No terceiro trimestre de 2020, observamos a continuação da recuperação do mercado global de valores liderada pelas empresas de tecnologia. O S&P 500® subiu 8,9%, o S&P Europe 350® 4,3% e o S&P Pan Asia BMI 8.9%, enquanto o S&P Developed Ex-U.S. BMI e o S&P Emerging BMI se valorizaram 6,3% e 9,0%, respectivamente. A história foi diferente na América Latina, uma vez que o mercado acionário tem uma exposição menor a companhias tecnológicas. Contudo, alguns mercados se beneficiaram da alta das companhias de mineração.

Em geral, as ações da América Latina se mantiveram quase sem variações (0,2%) em dólares, conforme medido pelo S&P Latin America BMI, um índice regional amplo que procura medir o desempenho de 289 ações do Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. No entanto, o S&P Latin America 40, que representa as 40 ações de maior tamanho (segundo a sua capitalização de mercado) e liquidez da região, caiu 2,0% durante o trimestre em meio da contínua devastação da COVID-19 à saúde pública e à economia local.

No plano econômico, os analistas da S&P Global Ratings recentemente indicaram que a América Latina está em plena recuperação. Entretanto, a previsão do PIB de 2020 para todos os países da região permanecerá contraída. Devido ao alto nível de exportações para a China e aos confinamentos menos rigorosos, a contração econômica do Brasil será menos acentuada do que foi previsto originalmente, enquanto em outros países como Argentina, Colômbia, México e Peru será pior do esperado. Enquanto isso, o Chile está muito próximo do alvo. Muitas variáveis irão afetar a profundidade e a velocidade de recuperação, à medida que os países tentam superar a pior pandemia em mais de 100 anos.

A respeito dos setores, durante o terceiro trimestre de 2020, Tecnologia da Informação, Materiais e Industrial foram os vencedores com retornos positivos de 19,1%, 15,2% e 8,3%, respectivamente. Os setores com o pior desempenho foram Energia, Serviços de Utilidade Pública e Serviços Financeiros, que perderam 9,1%, 6,8% e 6,4%, respectivamente.

A economia da Argentina é uma das mais prejudicadas da região, mas os economistas esperam que o terceiro trimestre de 2020 seja o início da sua estabilização gradual.A S&P Global Ratings melhorou a classificação do país com base em uma nova proposta para reestruturar a sua dívida a fim de evitar outra inadimplência soberana. O S&P MERVAL Index aumentou 7% no trimestre em pesos argentinos, enquanto o S&P/BYMA General Construction Index liderou os setores com uma alta de 42,5%. As maiores perdas vieram do setor de Energia (-8,9%). 

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O Índice S&P/B3 Brasil ESG – Introduzindo o investimento sustentável no Brasil

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Cristopher Anguiano

Senior Analyst, Global Research & Design

A busca de estratégias que identifiquem riscos e oportunidades de crescimento com motivação em investimentos sustentáveis nunca foi tão grande nos mercados emergentes. O investimento com base em critérios ambientais, sociais e de governança corporativa (ESG) permite aos investidores ultrapassar as considerações financeiras tradicionais ao se concentrar em diversos tópicos de alto impacto que são pertinentes para as companhias. Esses tópicos incluem a maneira em que as empresas interagem com seus funcionários, as comunidades em que operam, seu compromisso com o meio ambiente e como elas incentivam a mudança e a inovação, para citar alguns.

O rápido crescimento e a relevância do investimento sustentável nos últimos anos o converteram numa pedra angular do processo de seleção de investimentos, o que fez necessária a presença de um índice de referência ESG amplo para o maior mercado da América Latina. Como estratégia desenvolvida para investidores centrados nos critérios ESG, a S&P Dow Jones Indices lançou em 31 de agosto de 2020 o Índice S&P/B3 Brasil ESG, um índice ESG ponderado segundo um conjunto de regras adequadas ao mercado brasileiro, com foco na sustentabilidade e princípios ESG semelhantes aos do S&P 500® ESG Index.

Utilizando o S&P Brazil BMI como índice subjacente, as companhias são excluídas com base nos seguintes critérios:

  • Atividades comerciais relacionadas ao tabaco, armas controversas e carvão térmico;
  • Incumprimento do Pacto Global das Nações Unidas (UNGC);
  • Pontuação ESG da S&P DJI; e
  • Controvérsias identificadas na análise de mídia e partes interessadas.

No rebalanceamento mais recente de 30 de abril de 2020, o universo decorrente consistiu em 96 componentes.

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Performance dos S&P Risk Parity Indices no segundo trimestre de 2020

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Rupert Watts

Senior Director, Strategy Indices

O apetite de risco voltou para o mercado americano no segundo trimestre de 2020, impulsionado pela redução dos lockdowns provocados pela COVID-19 e medidas agressivas de estímulo econômico. O S&P 500® se recuperou, fechando o trimestre com um ganho de 20,5%, e os rendimentos dos títulos do Tesouro americano não tiveram variações. Nas commodities, o S&P GSCI teve uma recuperação e o setor de energia registrou uma forte alta, já que os países produtores de petróleo concordaram em cortes temporários de produção.

Durante este tempo, os S&P Risk Parity Indices recuperaram a maior parte do terreno perdido no primeiro trimestre de 2020. O S&P Risk Parity Index – 10% Target Volatility subiu 11,8% no segundo trimestre e caiu 3,5% na primeira metade do ano


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